quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Nossa Senhora Imaculada Conceição - 08 dezembro

A Imaculada Conceição: “Piedosa crença” que se tornou dogma

Mons. João Clá Dias, EP
A Imaculada Conceição da Maria Virgem - singular privilégio concedido por Deus, desde toda a eternidade, Àquela que seria Mãe de seu Filho Unigênito - preside a todos os louvores que Lhe rendemos na recitação de seu Pequeno Ofício. Assim, parece-nos oportuno percorrer rapidamente a história dessa "piedosa crença" que atravessou os séculos, até encontrar, nas infalíveis palavras de Pio IX, sua solene definição dogmática.
Onze séculos de tranquila aceitação da "piedosa crença"
Séculos XII-XIII: Oposições
Os mais antigos Padres da Igreja, amiúde se expressam em termos que traduzem sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria. Assim, por exemplo, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Firmio, São Cirilo de Jerusalém, Santo Epifânio, Teódoro de Ancira, Sedulio e outros comparam Maria Santíssima com Eva antes do pecado. Santo Efrém, insigne devoto da Virgem, A exalta como tendo sido "sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada". Para Santo Hipólito Ela é um "tabernáculo isento de toda corrupção". Orígenes A aclama"imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente". Por Santo Ambrósio é Ela declarada "vaso celeste, incorrupta, virgem imune por graça de toda mancha de pecado". Santo Agostinho afirma, disputando contra Pelágio, que todos os justos conheceram o pecado, "menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor, não quero que entre nunca em questão quando se trate de pecados".

Nossa Senhora Desatadora dos Nós - 15 agosto

Conheça a verdadeira história da Mãe do belo amor!

É com muita alegria que me dirijo a você, hoje, para narrar-lhe a verdadeira história de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Trouxemos, Denis Bourgerie e eu (Suzel Frem Bourgerie), esta devoção ao Brasil em outubro de 1999 e, hoje, ao contemplá-la espalhada em todos os lugares e corações, lotando o Santuário onde tudo começou aqui em Campinas.

Só podemos agradecer sem cessar a Jesus e à Virgem do Belo Amor, porque só há uma resposta para que os olhos têm contemplado e o nosso coração experimentado: é a graça divina se manifestando nas vidas dos que Nela crêem e lançam seus problemas, como nós em suas Mãos de Misericórdia!

São milhares de pessoas que já passaram por este santuário, muitas delas vindas de longe, até mesmo de países vizinhos ao Brasil para orarem.

Este santuário, apesar de não se encontrar no centro da cidade, ficando situado discretamente em um bairro, passou a ser descoberto pelo Brasil e os fiéis o procuram sem medir esforços para ver a Mãe que desata os nós!

Quantas famílias reconciliadas! Quantos esposos voltando à Igreja! Quantos empregos concedidos! Quanta conversão! Fiéis que chegam de joelhos desde a rua até onde Ela se encontra no santuário, como sacrifício e reconhecimento pela graça concedida.

Por que chamamos a Virgem Maria de Nossa Senhora?

Por que chamamos a Virgem Maria de Nossa Senhora? 

A Virgem Maria sempre foi chamada de Nossa Senhora
O título de Senhor e Senhora, desde os primeiros séculos do Cristianismo, eram usados para os senhores de escravos, muito comum naquele tempo. Dentro desse contexto, a Virgem Maria disse ao anjo: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc 1, 38).
Mas “Jesus é o Senhor”, como disse São Paulo (Fl 2,11); é o Rei dos Reis; e Sua Mãe é Rainha por consequência. Por isso, a Igreja entendeu que deveria chama-lá de Senhora. Os súditos do Rei eram também servos da Rainha. Ora, se somos súditos de Jesus, o somos também de Maria. A Ladainha Lauretana chama a Virgem Maria de Rainha dos Anjos, Rainha dos Santos, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha da Virgens, Rainha dos Profetas. Ora, toda Rainha é Senhora em seu reino.

A Virgem Maria é aquela “cheia do Espírito Santo”, como a saudou sua prima Santa Isabel, que em alta voz disse: “Bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1,42). Ela é “a filha predileta de Deus”, diz o Concílio Vaticano II (LG n. 53), “aquela que, na Santa Igreja, ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós” (Lumen Gentium, n. 54).

São Bernardo, doutor da Igreja, o apaixonado cantor da Virgem Maria, no Sermão 47 diz: “Ave Maria, cheia de graça, porque é agradável a Deus, aos anjos e aos homens. Aos homens, por causa de sua fecundidade; aos anjos, por sua virgindade; a Deus por sua humildade. Ela mesma atesta que Deus olhou para ela porque viu sua humildade”.

Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos - 30 maio

Rainha dos Apóstolos – 30 de maio
Padre Tiago Alberione, fundador da “Família Paulina” (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.
Padre Alberione em sua ação missionária sentiu, de maneira especial, a presença da Mãe de Deus, e quis que seus discípulos e discípulas a venerassem sob o título de Rainha dos Apóstolos. Desejando uma imagem que representasse de uma forma especial e significativa, Maria oferecendo ao mundo seu Filho que tem nas mãos um papiro simbolizando o Evangelho, encomendou um grande painel da Virgem Santíssima ao artista romano João Batista Conti.
A pintura do quadro da Rainha dos Apóstolos, realizada pelo pintor João Batista Conti, em 1935, é considerada unanimemente como a reprodução oficial e fiel da idéia de Padre Alberione. Nele Maria aparece de pé diante do altar oferecendo Jesus ao mundo como a Verdade para contemplar enquanto Jesus traz na mão um pergaminho enrolado. O apóstolo Paulo está em primeiro plano com a espada na mão e um livro fechado. São Pedro, no centro do quadro, com a mão erguida aponta para a Rainha dos Apóstolos que está circundada pela luz do Espírito Santo. Os dois apóstolos são considerados as colunas da Igreja. Alguns apóstolos e santos estão em atitude de oração ou absortos em meditação.

Este quadro foi colocado na igreja de Alba, Itália, igreja matriz das congregações paulinas, edificada em agradecimento à proteção de Nossa Senhora aos seus filhos.
Existe outra representação de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, onde Maria aparece juntamente com os apóstolos, no dia de Pentecostes.
Como diz Alberione: “O Espírito Santo habitou de modo permanente em Maria, foi o seu mestre, o seu guia. Ela alcançou o conhecimento mais profundo da revelação de Deus contida nos livros do Antigo Testamento e viveu-a de forma plena. O ‘Magnificat’ mostra-nos quanto conhecia sua doutrina, quanto a vivia e a usava na oração e na meditação”.

Contudo, a invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos.
Muito tempo antes de Tiago Alberione, São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, já havia colocado a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo.

DORMIÇÃO DE NOSSA SENHORA

DORMIÇÃO DE NOSSA SENHORA
Pórtico da Igreja das Cruzadas do Túmulo de Maria, parte integral do Getsémane, no lugar onde, segundo a tradição, Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma. Na sequência da festa da Assunção de Nossa Senhora, podemos reflectir sobre aquilo a que se chamou a Dormição.

Emprega-se este termo Dormição como um neologismo que os dicionários ainda não registam em referência ao que se chamaria a Morte de Nossa Senhora.


Como a morte é a consequência do primeiro pecado, pecado original, e Nossa Senhora foi concebida sem pecado original, não estava sujeita à morte e então, para falar da morte de Nossa Senhora, emprega-se esta expressão de Dormição de Nossa Senhora. Algumas reflexões sobre a Dormição de Nossa Senhora, a propósito da conclusão da vida terrena de Maria.

1. O Concílio Vaticano II retomou os termos da Bula de definição do dogma da Assunção e afirma :
- A Virgem Imaculada, que fora preservada de toda a mancha da culpa original, terminando o curso da sua vida terrena, foi elevada à glória celeste em corpo e alma. (LG 59).

Nossa Senhora dos Aflitos, Consoladoras dos Aflitos, Consolata ou Consolação e da Correia

Há muitas invocações ligadas ao título de Consoladora dos Aflitos.
Além de haver uma ampla iconografia relacionada a esse título.Tudo depende de em que lugar e como foi implantada tal denominação. 


Aqui, colocarei algumas histórias, no entanto, há muitas outras relacionadas ao título de Consoladora dos Aflitos.
Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos também conhecida como Nossa Senhora da Consolação, Consolata em italiano, Nossa Senhora da Correia e Nossa Senhora dos Aflitos.
1)NOSSA SENHORA CONSOLATA – TURIM- ITÁLIA - 21 junho
Cada vez mais se confirma que a Virgem Maria é a mãe de todos os povos, são unânimes em proclamar o grandioso auxílio da Virgem Maria, que por isso é invocada pelos cristãos com o título de Consoladora dos Aflitos.

A devoção para com Nossa Senhora Consolata ou Consoladora dos Aflitos surgiu em Turim, Itália, na metade do século V, por iniciativa do bispo São Máximo.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Nossa Senhora Consolata - Turim-Itália - 20 junho

HISTÓRIA E ORAÇÃO A NOSSA SENHORA CONSOLATA ou CONSOLAÇÃO- Turim-Itália

Também conhecida como Nossa Senhora da Consolação ou Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos e ainda Nossa Senhora da Correia.

Cada vez mais se confirma que a Virgem Maria é a mãe de todos os povos, são unânimes em proclamar o grandioso auxílio da Virgem Maria, que por isso é invocada pelos cristãos com o título de Consoladora dos Aflitos.

A devoção para com Nossa Senhora Consolata ou Consoladora dos Aflitos surgiu em Turim, Itália, na metade do século V, por iniciativa do bispo São Máximo.

Segundo a tradição, Santo Eusébio, bispo de Vercelli, trouxe o quadro de Nossa Senhora Consolata da Palestina para a Itália no século IV e o entregou a São Máximo, bispo de Turim. São Máximo, por sua vez, no ano 440, expôs o quadro à veneração dos fiéis, num pequeno altar erguido no interior da igreja do Apóstolo Santo André. A convite do Bispo, o povo, começou a venerar a Virgem daquele quadro com grande fé e devoção. Maria respondia com muitas graças, e fatos extraordinários, sobretudo em favor das pessoas doentes e sofredoras. Sensibilizados com o amor misericordioso da Virgem Maria, São Máximo e o povo começaram a invocá-la com muitos títulos: Nossa Senhora Mãe das Consolações, Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, Nossa Senhora Consolata.

O quadro de Nossa Senhora Consolata permaneceu exposto à veneração dos fiéis, durante quatro séculos consecutivos. Por volta do ano 820 entrou em Turim a heresia dos iconoclastas (pessoas que destruíam toda e qualquer imagem ou quadro religioso exposto ao culto). Em tal circunstância, temendo que o quadro da Consolata fosse destruído, os religiosos que tomavam conta da igreja de Santo André resolveram tirá-lo do altar e escondê-lo nos subterrâneos da igreja. Mas a perseguição se prolongou por muitos anos. Assim, o quadro ficou desaparecido pelo espaço de um século. Este fato fez com que os fiéis deixassem de frequentar a capela e perdessem a lembrança da Virgem Consolata.

No ano 1014, Nossa Senhora apareceu a Arduíno, Marquês de Ivréia, gravemente enfermo, e lhe pediu que construísse uma capela em sua honra em Turim, junto às ruínas da antiga igreja de Santo André. O Marquês Arduíno milagrosamente curado por Nossa Senhora, e tocado profundamente pelos favores da Virgem Maria, empreendeu a construção da capela.

Nossa Senhora da Correia Santo Agostinho e Santa Monica - 21 de janeiro

Nossa Senhora da Consolata é o nome italiano para uma devoção conhecida como Nossa Senhora da Consolação, Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos e Nossa Senhora da Correia
Nossa Senhora da Correia Santo Agostinho e Santa Monica
Convívio intenso, separação definitiva
Os três anos de vida pública de Nosso Senhor Jesus Cristo foram passados entre os discípulos e apóstolos. Era um convívio intenso, apenas superado pelo relacionamento  havido entre Jesus e Sua Mãe Santíssima nos trinta anos em que, estando juntos, olhavam-se e queriam-se bem e, assim, viviam a mais elevada forma de relacionamento humano: amavam-se.

Um dia chegou a hora crucial da missão redentora de Nosso Senhor: chegou a Paixão. Num instante, Jesus passou pela morte de cruz e foi sepultado. Embora tenha chegado também a manhã da ressurreição, e Cristo Ressuscitado ter manifestado-se em várias oportunidades, aquele convívio inicial já não mais existia, era inatingível.
Os apóstolos puderam ainda acompanhar Nosso Senhor ressuscitado quando, quarenta dias depois da ressurreição, Ele subiu aos céus. Foi um favor inestimável, uma graça enorme, mas foi também a separação definitiva. Nosso Senhor voltou glorioso para a direita do Pai Eterno.

Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos em Luxemburgo

Nossa Senhora da Consolata é o nome italiano para uma devoção conhecida como Nossa Senhora da Consolação, Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos e Nossa Senhora da Correia

Consolar não é apenas enxugar o pranto de quem chora; é muito mais do que isso. É dar força, dar ânimo, e dar decisão. Nossa Senhora é a consoladora dos aflitos. O homem que fica aflito, facilmente se acabrunha exageradamente, perdendo a coragem e se entregando. Nossa Senhora o consola dizendo: “Meu filho, ânimo! Eu te concedo forças para lutar”
Plinio Corrêa de Oliveira Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2014, n. 146, pp. 52
Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos em Luxemburgo
Padroeira do pequenino Grão Ducado de Luxemburgo, cuja população tem sido, tradicionalmente, modelo de fidelidade a Maria Santíssima
· Valdis Grinsteins 

Quando lemos histórias de antigas devoções à Virgem, muitas vezes nos deparamos com a dificuldade de entender a importância dos acontecimentos que lhes deram origem, devido à grande mudança que se verificou em nosso estilo de vida em relação ao de nossos antepassados.

Nossa Senhora de Pentecostes - 17 setembro

Nossa Senhora de Pentecostes, Padroeira da Fraternidade Jesus Salvador

O ícone de Nossa Senhora de Pentecostes foi nos dado por Deus, através da inspiração no coração de nosso Fundador, Pe. Gilberto Maria Defina,sjs, em oração com alguns amigos reunidos no início da década de noventa.

“Eu nunca encontrei escrito em algum lugar onde Nossa Senhora fosse invocada como Nossa Senhora de Pentecostes. Foi um momento em que minha alma exultou de alegria por essa inspiração (…) tudo seria através de Maria, por meio de Maria, Nossa Senhora de Pentecostes nos traria na evocação de seu espírito a graça do Espírito Santo” (Pe. Gilberto Mª Defina,sjs-Autobiografia, p. 134).

A pedido de nosso Fundador, o ícone de Nossa Senhora de Pentecostes foi escrito pelo italiano Pe. Fúlvio Francesco Giuliano, PIME: “o padre entendeu perfeitamente minha explicação” (idem), afirmou o nosso Fundador ao ver o ícone pronto.

O ícone original se encontra na Capela Maior de nosso Seminário que leva o nome de nossa padroeira: Seminário Nossa Senhora de Pentecostes. A sua celebração ocorre dia 17 de setembro, dia da Fundação dos nossos Institutos, como queria nosso Fundador e aquele a quem Deus concedeu a inspiração desta devoção.

http://www.salvistas.com.br/espiritualidade-2/nossa-senhora-de-pentecostes/n-sra-de-pentecostes/

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Nossa Senhora das Flores

Nossa Senhora das Flores ou Madona das flores de Bra
A tradição secular conta que na periferia da cidade de Bra, em Cuneo, Nordeste da Itália, na estrada que hoje conduz a Turim, existiam duas trilhas campestres que se uniam num só caminho, conduzindo ao centro habitado.

Nele havia um muro de pedra, circundado por olmos, plátanos e arbustos de ameixas silvestres, com um nicho contendo singela imagem de Nossa Senhora, pintada por mãos inábeis.

No frio anoitecer de 29 de dezembro de 1336, uma jovem esposa de nome Egídia Mathis, quase no final da gravidez, voltava para casa, quando foi assediada por dois soldados mercenários, mal-intencionados, que queriam violentá-la.

Desesperada, não sabendo como se defender de ambos, Egídia correu agarrando-se à imagem de Nossa Senhora, caindo de joelhos e invocando o seu auxílio.

Inesperadamente, uma luz muito forte jorrou do nicho, cegando os dois soldados, que fugiram apavorados.

Em seguida, Nossa Senhora tornou-se visível a Egídia, reconfortando-a por alguns minutos e assegurando-lhe que o perigo havia passado.

A moça, cansada da exaustiva corrida, teve antecipadas as dores do parto e deu à luz um menino, entre os arbustos das ameixeiras silvestres, ressequidos pelo rigoroso inverno.

Ao lado dela, permanecia Nossa Senhora a confortá-la com doces palavras.

Nossa Senhora da Eucaristia

Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão

O Papa João Paulo II escreveu o documento Ecclesia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; o próprio Papa João Paulo II afirma que Ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, Ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas através de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo.

O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma! É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão. Todos podem receber a Eucaristia, independentemente de sua condição física ou psicológica. Deus quis que você recebesse o Corpo, a Alma e a Divindade de Cristo. É Jesus, que se esconde e se aniquila através da Eucaristia.
Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho, não tem como ser Jesus. Jesus não “está” no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão.

Quando compreendermos o amor de Jesus por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior. Hóstia significa “vítima oferecida em sacrifício”. Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d’Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas, o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera.

Nossa Senhora Rainha dos Anjos - 02 agosto

A Porciúncula, lugar predileto de São Francisco

No dia 02 de agosto, a Ordem Franciscana celebra a festa da Porciúncula, lugar predileto de São Francisco. Trata-se da pequenina capela, verdadeiro berço da família franciscana, que se encontra atualmente dentro da grande basílica de Nossa senhora dos Anjos, na planície de Assis.

“No passado entendia-se por Porciúncula uma outra realidade. Era uma região pantanosa e caracterizada pela presença de bosques que se localizava na planície sudoeste de Assis ocupando alguns quilômetros. No meio desta planície existia uma capela dedicada à Virgem, sob a denominação de Santa Maria dos Anjos, ou, devido à região, Santa Maria da Porciúncula” (Dicionário Franciscano, Vozes, 1999, pag. 600).


O seráfico pai já tinha restaurado a capela de São Damião e a capela de São Pedro quando chegou à Porciúncula:

“Ele se transferiu a outro lugar que se chama Porciúncula, no qual havia uma igreja da bem-aventurada Virgem Mãe de Deus construída na antiguidade, mas estava então deserta e por ninguém era cuidada. Quando o santo de Deus a viu assim destruída, movido de compaixão, porque se abrasava de devoção para com a Mãe de toda bondade, começou a morar aí permanentemente. E aconteceu que, depois que restaurou a dita igreja, decorria o terceiro ano de sua conversão. Neste tempo, trajando um hábito parecido com o eremítico, cingindo uma correia e portando um bastão, andava com os pés calçados” (1Celano 21).

São Boaventura escreve assim a esse respeito:

domingo, 14 de agosto de 2016

Nossa Senhora da Defesa

Durante o inverno, no ano de 1410, na época das imigrações, um exército de godos invadiu a bacia de Ampezzano, na Itália.

Os habitantes se reuniram para se defender. Como se sentiram sem defesa, e eram homens tementes a Deus, invocaram Nossa Senhora e Ela apareceu num trono sobre nuvens com uma espada na mão.

Quando os inimigos estavam prontos para atacar, Nossa Senhora desceu sobre aquele lugar.

As nuvens debaixo de seus pés causaram uma escuridão tão grande que os inimigos não se reconheciam e se confundiam, entrando em luta contra si mesmos, até se destruírem.

Nossa Senhora, entre outros títulos gloriosos é venerada como "Nostra Signora Della Difesa", na catedral de Ozieri em Sassari, na ilha da Sardenha-Itália.

ORAÇÃO E NOVENA A NOSSA SENHORA  DA DEFESA

ORAÇÃO
Nossa Senhora da Defesa, virgem poderosa, recorro a Vossa proteção contra todos os assaltos do inimigo, pois Vós sois o terror das forças malignas.

sábado, 13 de agosto de 2016

Nossa Senhora da Boa Hora

Nossa Senhora da Hora ou Nossa Senhora da Boa Hora ou Nossa Senhora do Parto ou Nossa Senhora do Bom Parto é uma devoção mariana, invocada para interceder nos instantes das maiores aflições: para a cura das doenças do corpo e da alma, e especialmente na hora do parto, protegendo a vida das mulheres grávidas e dos bebes, e também na hora da morte.

A devoção à Nossa Senhora da Hora ou da Boa Hora é invocada para interceder nos instantes das maiores aflições: para a cura das doenças do corpo e da alma, e especialmente na hora do parto, protegendo a vida das mulheres grávidas e dos bebes.

O parto sempre foi um momento delicado para a mulher e a família, principalmente no tempo em que a medicina não oferecia as condições atuais para proteger a mãe e a criança.

Nossa Senhora da Hora é Padroeira da Freguesia homônima, do Conselho de Matosinhos, próxima da cidade do Porto, em Portugal.

Ela possui esse nome graças à fé que sua população sempre dedicou à Santa Padroeira.

E que, por isso, pacificamente não aceitou a mudança do nome do local.

Antes do século XVIII, essa Freguesia era apenas uma aldeia, com uma única 'venda' abastecida de gêneros alimentícios, tecidos, ferragens, remédios e outras miudezas.

Rosário das Lágrimas - Promessas medalha e Consagração

ROSÁRIO DAS LÁGRIMAS
N S DAS LÁGRIMAS

No dia 8 de março de 1930, Irmã Amália teve uma aparição da Santíssima Virgem, que se mostrou com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco que cobria Seu peito e ombros. Segurava em Suas Mãos um branco rosário brilhante, que lhe entregou dizendo:

“Este é o rosário de Minhas lágrimas, que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores”.

O Rosário das Lágrimas, ensinado pela Santíssima Virgem à Irmã Amália, tem 49 pequenas contas brancas divididas em sete partes. É semelhante ao Rosário das Sete Dores de Maria e tem, no lugar da Cruz, a medalha de Nossa Senhora das Lágrimas. É rezado da seguinte forma:

Oração Inicial: 
"Eis-nos aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecer as Lágrimas d'Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar a lição que elas nos dão para que, realizando a Vossa Santíssima Vontade na terra, possamos um dia, nos céus, Vos louvar por toda a eternidade. Amém”.

Nas contas maiores: "Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d'Aquela que mais Vos amou na terra. E que mais Vos ama nos céus”.

Nossa Senhora das Lágrimas

As aparições
Foi no Instituto das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, fundado por Dom Francisco de Campos Barreto, Bispo de Campinas, que viveu a Irmã Amália de Jesus Flagelado, agraciada com o fenômeno dos sagrados estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo e com inúmeras aparições marianas. Esta religiosa fez parte das oito primeiras irmãs e foi cofundadora do Instituto, tendo feito os seus votos perpétuos no dia 8 de Dezembro de 1931.

Em 1929, Na década de 1930, na cidade de Campinas-SP, Brasil, a Mãe de Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo apareceram muitas vezes à bendita Irmã Amália Aguirre, comunicando muitas mensagens de ORAÇÃO, SACRIFÍCIO e PENITÊNCIA. Nossa Senhora apresentou-se como Nossa Senhora das Lágrimas e ensinou-lhe o TERÇO DAS LÁGRIMAS e no dia 8 de abril revelou à Irmã Amália uma nova medalha, a MEDALHA DAS Suas LÁGRIMAS e pediu-lhe que a difundisse pelo mundo inteiro, pois através dela seriam realizadas grande conversões e muitas almas seriam salvas.


Por ordem da Mãe de Deus, a Medalha traz na frente a Senhora das Lágrimas entregando o terço das Lágrimas à Irmã Amália, exatamente como aconteceu na aparição de 8 de março de 1930, com as palavras ao redor: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!” E no verso, a Medalha traz a imagem de Jesus Manietado (amarrado durante a Paixão) com as seguintes palavras: “Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!”.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Nossa Senhora do Pilar


O milagre de Calanda
Nossa Senhora nunca deixa de atender seus devotos. Ela faz mais do que pedem. Em 1640 em Calanda, na Baixa Aragona, diocese de Saragoça, Espanha, um agricultor de 23 anos, Miguel Juan Pellicer, enquanto dormia, tece, de repente, de um modo misterioso, reatada a perna que havia sido amputada logo abaixo do joelho, por causa de uma gangrena.

Miguel Juan Pellicer costumava esmolar diante do Santuário de Nossa Senhora do Pilar e era muito devoto da Virgem. Seguidamente ele passava, no toco da perna, óleo das lamparinas que se acendiam na capela de Nossa Senhora.

No dia 29 de março de 1640 estava na casa dos pais em Calanda. As 22 horas, ele deitou na sala e se cobriu com o manto e sonhava que estava no interior do Santuário, ungindo o toco da perna. Meia hora depois de ir dormir, os pais acordaram, estupefatos, por verem que debaixo do manto apareciam ambos os pés.

O Arcebispo de Saragoça fez um inquérito e diante das testemunhas provou-se que fora em verdadeiro milagre acontecido por intercessão da Virgem do Pilar. Até o rei Henrique IV da Espanha, quis receber o jovem curado, em Madri. Ao recebê-lo, ajoelhou-se e lhe beijou a perna.

O processo de verificação durou apenas alguns meses, com dezenas de testemunhas. Provou-se que a perna reatada era a mesma (com os sinais peculiares) que havia sido amputada pelos médicos, dois anos e meio antes, devido a uma gangrena, e sepultada no cemitério do hospital de Saragoça a mais de cem quilometros de Calanda. Nossa Senhora provou que tem poder de ajudar seus filhos, principalmente os devotos, fazendo verdadeiro milagres.
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Nossa Senhora do Pilar
Quando Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de voltar para o Pai, deu aos seus Apóstolos e discípulos as últimas instruções referentes à missão que lhes encomendava nesta Terra, disse-lhes: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19). Indicava-lhes assim que o anúncio da Boa-Nova não devia ficar restrito ao povo eleito, mas, pelo contrário, abranger todos os homens.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nossa Senhora dos Impossíveis - causas impossíveis

Oração para todos os dias
Ó incomparável Senhora dos impossíveis, Mãe de Deus, Rainha dos anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos, livra-nos de tudo o que possa ofender-Vos e ao Vosso Santíssimo Filho, meu Redentor e querido Jesus Cristo.

Virgem bendita dê proteção a mim e à minha família...

(Diga os nomes e a sua intenção)

Livrando-nos de todos os males, da malidência e do egoísmo.

Soberana Senhora dirige-nos em todos os negócios espirituais e temporais. Livra-nos das tentações do demônio para que trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos de Vossa puríssima Virgindade e o preciosíssimo sangue de Vosso Filho, possamos ver, amar e gozar da eterna glória, por todos os séculos. Amém.

https://padrereginaldomanzotti.org.br/capela_virtual/novenas_virtuais/nossa-senhora-das-causas-impossiveis/oracao-1.html
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A respeito do nome de Nossa Senhora dos Impossíveis, Padre Evaldo deixa claro que Antônio de Lima não escreveu crônicas, mas na escritura de doação da meia légua de terra em 1.758, é citado seis vezes o termo: “Serra de Nossa Senhora dos Impossíveis”. Isto deixa claro que este nome provém do século 17 e 18, quando em Portugal já era comum a invocação a imagem da santa. Com isso, contesta a explicação do historiador e folclorista Câmara Cascudo quando põe a autoria da invocação em Antônio de Lima, o qual após construir uma capela na Serra, teria dito: “aí está a Igreja dos Impossíveis”. 

Teria colocado ali a imagem de Nossa Senhora do Rosário, com a invocação popular: de Nossa Senhora dos Impossíveis. Igualmente não satisfaz a explicação atribuída a caçadores e a supostos milagres. Ainda mais porque Pe. Evaldo Bette juntamente com Pe. Henrique Spitz encontraram na Igreja Matriz da Boa Vista em Recife, uma imagem de Nossa Senhora dos Impossíveis, invocada pelo povo com este nome, sendo a imagem idêntica à do Lima, esculpida em madeira, tendo na cabeça uma coroa de prata, a mãe apontando com a mão esquerda para seu filho que repousa sobre o seu braço direito. O menino Jesus também com a coroa de prata. De acordo com o relato do velho sacristão, a imagem teria sido trazida de Portugal no início de 1.700 para um engenho de açúcar e em 1.712 doada para a Igreja da Boa Vista.

Nossa Senhora da Apresentação - 21 novembro

O dia da Padroeira de Natal, Nossa Senhora da Apresentação, comemorado no dia 21 de Novembro tem um significado especial para os católicos, que vão à Pedra do Rosário para externar o agradecimento pela santa proteção.
Conta a tradição, que pescadores estavam pescando no Rio Potengi na manhã de 21 de novembro de 1753, quando lançaram a rede e ao puxá-la, encontraram um caixote que estava encalhado numa pedra.
Os pescadores pararam a embarcação em uma pedra, hoje chamada de Pedra do Rosário, para vê o que continha dentro do caixote.
Ao abrir, encontraram uma imagem da mãe de Jesus com um menino no colo e a outra mão estendida, aparentando sustentar alguma coisa. Logo, deduziram que fosse um rosário. Junto à imagem veio uma mensagem: “Onde está imagem parar, nenhuma desgraça acontecerá”.
O vigário da Paróquia naquela época, o padre Manoel Correia Gomes, informado sobre a descoberta, foi ao local e levou a imagem para a Matriz, sabendo que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário.
Porém, a padroeira da cidade ficou conhecida por Nossa Senhora da Apresentação, porque no calendário litúrgico da Igreja Católica, o dia 21 de novembro, é o dia em que se festeja a apresentação da Mãe de Jesus no Templo, quando tinha cerca de 12 anos de idade, por esse motivo deram o nome a padroeira de Nossa Senhora da Apresentação.
A festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo foi instituída no ano de 1571. A importância da fé em Nossa Senhora, “a missão da Virgem Maria é uma missão eclesial muito forte. Ela como mãe de Jesus Cristo, é a mãe da Igreja, a mãe do povo de Deus, por isso devemos ter esse amor, veneração pela Virgem Maria, que á a mãe de todas as mães, a rainha da Família como proclamou o Papa João Paulo II”
“Essa devoção é fundamental, porque Maria manda que a gente observe o que Cristo nos manda. A última palavra dela registrada na Bíblia foi: “Fazei tudo o que Ele nos disser”, foi nas Bodas de Caná, em uma festa de casamento. E Cristo nos diz para amar uns aos outros, anunciar o evangelho, Ela nos pede que cumpramos o Evangelho. Daí a importância da presença dela no povo cristão, na nossa cultura”

Nossa Senhora da Apresentação – Instituição

Tudo que sabemos da apresentação de Nossa Senhora no templo, sabemo-lo por lendas e informações extra-bíblicas (principalmente pelo proto-Evangelho de Tiago), o que não quer dizer que o assunto da festa careça de probabilidade histórica. Segundo uma piedosa lenda, Maria Santíssima, tendo apenas três anos de idade, foi pelos pais, em cumprimento de uma promessa, levada ao templo, para ali, com outras meninas, receber educação adequada à sua idade e posição. A Igreja oriental distinguiu este fato com as honras de uma festa litúrgica. A Igreja ocidental conhece a comemoração da Apresentação de Nossa Senhora desde o século VIII. Estabelecida primeiramente pelo Papa Gregório XI, em 1372, só para a corte papal, em Avignon, em 1585, Sixto V ordenou que fosse celebrada em toda a Igreja.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Nossa Senhora do Livramento

NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO - BÍBLIA, HISTÓRIA, ORAÇÕES

A Bíblia diz que a oração dos Santos pode nos dar livramento (II Tessalonicenses 3,1-3; II Coríntios 1, 9-11) , pois "Sabemos que Deus não ouve pecadores, mas ouve o homem que o teme e pratica a sua vontade". João 9,31. Assim, Deus escuta com eficácia os pedidos de sua Mãe,Maria, que praticou sua vontade.

BASE BÍBLICA:
Nossa Senhora do Livramento é um dos muitos títulos da Virgem Maria, Mãe de Jesus, a Mãe daquele que ressuscitou dos mortos e "nos livra da ira que há de vir." (1 Tessalonicenses 1,10), pois se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres (João 8,36).

Invocar Nossa Senhora é certeza de livramento, pois a intercessão dela tem um valor altíssimo diante de Deus, já que é a Mãe dele, Jesus, que é Deus.

Pela mediação de Maria, Jesus mudou até os planos definidos por Deus ao realizar seu primeiro milagre (João 2,1-12), ainda que não fosse sua hora. E, assim, Maria deu o livramento da festa de Caná não acabar.

Nossa Senhora do Livramento, a Virgem Maria, por já estar junto de Deus, pode interceder por todos e vem em nosso auxílio como o anjo do Senhor que acampa ao redor dos que o temem, e os livra (Salmos 34,7)

Deus de fato envia seus anjos para nos socorrer e nos dar livramento.

E os Santos, assim como Nossa Senhora, desempenham no céu o mesmo papel dos anjos (Mateus 22,30; Isaías 62,6-7;Apocalipse 8,2-4), pois já ressuscitaram pelo batismo (Colossenses 2,12; 3,1).


Vejamos um trecho da Bíblia em que Deus dá livramento por meio de um Anjo:

E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava. (Atos 12,11)

Sobre a intercessão dos Santos nos dar livramento, diz a Bíblia:
"No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós;
2 E para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos.
3 Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno."
II Tessalonicenses 3,1-3

"9 Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos;
10 O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda,
11 Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito."
II Coríntios 1, 9-11

Deus levantou uma salvação poderosa na casa de Davi, através de Nossa Senhora nos dando seu Filho

"Como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo; Para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam; para que, Libertados da mão do inimigo o servíssemos sem temor" (Lucas 1,68-74).
E nosso principal inimigo é o pecado, do qual fomos libertados uma vez pelo Batismo, mas contra o qual ainda lutamos:

Santíssima Trindade




Para facilitar a experiência da presença e ação da Trindade em nossas vidas, nossa proposta é contemplar a escultura da irmã Caritas Müller que está numa casa de oração na Alemanha, toda obra de arte fala mais que muitas palavras.Todo artista capta detalhes do Mistério e nos oferece ricas possibilidades de acesso que a razão nem sempre consegue explicar.


Quem é o Pai-Criador, quem é o Filho Redentor, quem é o Espírito Vivificador? As definições apresentadas pelo “dogma da Trindade” não nos ajudam muito. No entanto, a identidade da Trindade se revela na sua ação salvífica. O Pai, no Filho e pelo Espírito Santo se preocupam com cada um dos seus filhos e filhas. Sua intenção é idêntica atitude e gestos o demonstram: uma mesma atenção, uma mesma paixão os move para o ser humano; um mesmo amor para cada criatura humana brota das entranhas da Santíssima Trindade. 

Observando a escultura, vemos que o ser humano está no centro. Trata-se da pessoa na sua total fragilidade e miséria, caída e sem forças: Essa pessoa está circuncidada pela misericórdia da Trindade. Em Deus o ser humano está no centro, para que o ser humano coloque Deus no centro da sua vida. Mais uma vez, escolhe para isso o caminho do Amor que se entrega da inquebrantável misericórdia reconstrutora, da transbordante doação que dignifica cada ser humano.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Nossa Senhora Dos Surdos, Mãe Do Silêncio

Oratório Ganhará Ícone De Nossa Senhora Dos Surdos, Mãe Do Silêncio

O Oratório em Londrina irá receber em agosto o ícone de Nossa Senhora. Inspirado a partir da pintura do Guercino, conservado em Bolonha-Itália, o artista plástico Lucas Zofanetti desenvolveu a pedido dos padres gualandianos o ícone de Nossa Senhora.

Veja o seu significado:O Ícone de Nossa Senhora dos Surdos Mãe do Silencio, é uma pintura sagrada, feita em madeira peroba antiga com seus veios de água formados pelo tempo. Segundo técnicas e tradições seculares, obedece normas bem precisas sob o ponto de vista artístico e teológico.

O ícone é uma espécie de sacramental, um sinal da graça, um auxílio para a vida espiritual dos cristãos. Assim como Jesus Cristo, aquele que assume a história humana e torna-se a revelação concreta da Palavra de Deus, é a imagem de Deus invisível (Cl 1, 15; Heb 1,3), o ícone é a imagem artística e religiosa do Transcendente e Invisível, levando à oração e à meditação aqueles que o contemplam.

Simbologia
Ao dar vida a um Ícone, o pintor acrescenta ao mesmo uma simbologia que fará deste não mais uma pintura, mas sim uma arte sagrada, símbolos que levam a uma contemplação silenciosa do Divino que se faz visível diante de nossos olhos.

Nossa Senhora do Divino Amor

Existe em Roma o famoso Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor, localizado à via Ardeatina, km 12.
Tem-se notícia da devoção à Virgem sob este título já no século XIII, quando naquela região da planície romana foi construída uma espécie de fortaleza da família Savelli-Orsini, chamada Castel di Leva.

Sobre uma torre do castelo havia uma imagem da Virgem assentada no trono, tendo ao colo o Menino Jesus. Uma pomba desce sobre a Virgem como símbolo do Espírito Santo, que é mesmo o Divino Amor. A imagem, naquela época, era muito venerada pelos pastores da região.Na primavera de 1740, um viandante que se dirigia a Roma, chegando perto da torre, foi assaltado por uma multidão de cães e estava para ser devorado; o pobrezinho levantou os olhos, viu a sagrada imagem e pediu ajuda à mãe de Deus; o milagre se realizou: os cães dispersaram-se de repente, fugindo pelos campos.

Em 1944, Roma corria o perigo de ser destruída por causa da guerra. No dia 24 de janeiro o quadro da Virgem foi transferido para a cidade. Esteve em várias igrejas até chegar na igreja de Santo Inácio, onde, no dia 4 de junho de 1944, o povo de Ro
ma, para obter a libertação da cidade fez três promessas à Virgem: de mudar a própria vida, de erigir um novo Santuário e de realizar uma obra de caridade, em sua honra.Nossa Senhora realiza o milagre e Roma é salva.

Nossa Senhora da Alegria em frances Nossa Senhora de Lièsse


Na diocese de Laon se acha o célebre santuário de Nossa Senhora de Lièsse. Este nome significa Nossa Senhora da Alegria, e foi dado em memória de um acontecimento feliz que o santuário de Lièsse recorda.

Durante o reinado de Fulco de Anjou, quarto rei de Jerusalém, três fidalgos de Laon, partidos para a Cruzada, foram feitos prisioneiros e conduzidos ao Cairo. O sultão tentava, por ameaças e seduções, fazê-los abjurar a sua fé. Não conseguiu abalar a piedosa fidelidade de seus prisioneiros; pelo contrário, estes converteram a filha do príncipe, que decidiu não só deixá-los evadirem-se, como também os acompanhou.

A evasão produziu-se sem embaraço, levando os fugitivos consigo uma imagem da Santíssima Virgem. Mas a sua situação era muito perigosa, e, uma noite, abatidos pela fadiga e incertos do futuro, adormeceram desanimados.

Ao despertarem, qual não foi a surpresa! Reconheceram sua terra natal. Estavam na França. Em uma noite foram transportados milagrosamente do Egito para a sua pátria. No outro dia, acharam no mesmo lugar a estátua de Nossa Senhora, que trouxeram na fuga.


Como demonstrar sua alegria e gratidão pelo milagroso livramento? Fizeram erigir à Maria um santuário onde aprouve à Virgem Santíssima multiplicar os benefícios e as graças.
Peçamos à Mãe de Deus que nos seja refúgio nas nossas tribulações, e confiemos todas as nossas alegrias àquela que a Igreja chama de Mãe da Esperança e de Santa Alegria.

Nossa Senhora da Alegria tem festa própria (ou romaria) em duas terras portuguesas: Funchal e Castelo de Vide. Está também presente em pelo menos outras duas, nas respectivas igrejas: em Almalaguês, uma freguesia do concelho de Coimbra, e em Vilamoura.
Como Mãe soberana e cheia de carinho, que transforma as lutas em triunfos, as tristezas em alegrias, as preocupações em alívio e sabe conceder resignação cristã e paz de espírito ou tranquilidade de alma a todo o sofrimento, dúvida e inquietação - é também invocada como Poderosa Advogada das Dores de Parto, já que a Mulher anseia pela enorme alegria de ver o fruto do seu amor, embora, por vezes, receie as dores do nascimento."

1-Oração
Na calma deste momento, furtando-me do corre corre da vida, eu me recolho em Ti.
Senhora da alegria, olha a minha audácia: na singeleza da minha oração eu te dou a minha alegria.
Como é bom ser alegre. Obrigada Senhora. Foi teu dom. Como é agradável ter a alma em paz. Ela é Tua também.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Vida e Morte

A FORÇA DA RELIGIÃO

Anterior às marcas mnêmicas e às representações, portanto, pré-histórico, o nascimento é uma experiência traumática resignificada posteriormente como uma expulsão do paraíso: o pomar que simboliza o claustro uterino. 
Por conta disso, o maior anseio do ser humano é o regate deste lugar de bem-aventurança que ele pode sentir, mas não consegue descrever. Sem alternativa, ele o projeta no futuro, depois da morte, a qual não encara como uma perda inelutável da proteção obtida no interior do corpo materno, que é o que, de fato, ela representa em nossa mente, mas a fantasia de uma volta ao passado, como se tudo pudesse começar outra vez.  
A religião, a mais antiga das atividades culturais, é o recurso que possibilita este encontro entre o passado e o futuro. Por isso, todas as religiões têm em comum uma narrativa de origem, que geralmente coloca o indivíduo numa situação de desamparo, e a crença na vida após a morte, correspondendo a uma reconquista da proteção perdida. Não é sem razão que a palavra religião, que vem do latim (religio), é formada pelo prefixo re (outra vez, de novo) e o verbo ligare (ligar, unir, vincular). 
Dessa forma, podemos considerar a religião um mito de nascimento e morte, com o qual procuramos nos apaziguar diante da pergunta que sempre atormentou a humanidade: “Quem somos, de onde viemos, para onde vamos”.
Não obstante, devemos ter presente que a perda experimentada pelo nascimento não é a de um objeto, mas a de um contexto, tal como se observa nas patologias do desvalimento, as quais se encontram relacionadas com o período de imaturidade do ego, quando a maior ameaça que ele sofre é a do desamparo. Este contexto encontra-se representado pelo manto pregueado e abundante da Nossa Senhora em duas lindíssimas esculturas de Miguel Ângelo, as quais aludem a uma saída e a uma volta que não é de vivência prazerosa, mas de alívio absoluto de todas as tensões.  

Uma delas é a Nossa Senhora com o Menino (1498/1501), que se encontra na Igreja do Amparo de Nossa Senhora, em Bruges, na Bélgica, que mostra o filho deixando a proteção do regaço materno, ou seja, nascendo para a vida.
A outra é a Pietà (1499), considerado o mais belo mármore de toda a Roma, que se encontra na Basílica de São Pedro,  que mostra o filho, com a morte,  deixando a vida  e voltando para o regaço materno. 
Além da semelhança dos mantos, chama a atenção, nas duas esculturas, o rosto delgado e simétrico de Nossa Senhora, muito jovem e aparentando a mesma idade, dando uma idéia de eternidade e que se trata de uma experiência única. 
Freud, seduzido pelo Iluminismo, teria subestimado a força da religião ao acreditar que ela não passava de uma ilusão que seria dissipada no futuro pelos progressos do espírito científico. 
Contudo, é impossível não se ficar impressionado pela universalidade e a poderosa força da crença na imortalidade, a sustentar não só a permanência das religiões, como também sua multiplicação e crescimento, uma realidade  cada vez mais contundente. 
 
fonte:http://gleypcosta.com.br/religiao/a-forca-da-religiao