sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Nossa Senhora do Pilar


O milagre de Calanda
Nossa Senhora nunca deixa de atender seus devotos. Ela faz mais do que pedem. Em 1640 em Calanda, na Baixa Aragona, diocese de Saragoça, Espanha, um agricultor de 23 anos, Miguel Juan Pellicer, enquanto dormia, tece, de repente, de um modo misterioso, reatada a perna que havia sido amputada logo abaixo do joelho, por causa de uma gangrena.

Miguel Juan Pellicer costumava esmolar diante do Santuário de Nossa Senhora do Pilar e era muito devoto da Virgem. Seguidamente ele passava, no toco da perna, óleo das lamparinas que se acendiam na capela de Nossa Senhora.

No dia 29 de março de 1640 estava na casa dos pais em Calanda. As 22 horas, ele deitou na sala e se cobriu com o manto e sonhava que estava no interior do Santuário, ungindo o toco da perna. Meia hora depois de ir dormir, os pais acordaram, estupefatos, por verem que debaixo do manto apareciam ambos os pés.

O Arcebispo de Saragoça fez um inquérito e diante das testemunhas provou-se que fora em verdadeiro milagre acontecido por intercessão da Virgem do Pilar. Até o rei Henrique IV da Espanha, quis receber o jovem curado, em Madri. Ao recebê-lo, ajoelhou-se e lhe beijou a perna.

O processo de verificação durou apenas alguns meses, com dezenas de testemunhas. Provou-se que a perna reatada era a mesma (com os sinais peculiares) que havia sido amputada pelos médicos, dois anos e meio antes, devido a uma gangrena, e sepultada no cemitério do hospital de Saragoça a mais de cem quilometros de Calanda. Nossa Senhora provou que tem poder de ajudar seus filhos, principalmente os devotos, fazendo verdadeiro milagres.
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Nossa Senhora do Pilar
Quando Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de voltar para o Pai, deu aos seus Apóstolos e discípulos as últimas instruções referentes à missão que lhes encomendava nesta Terra, disse-lhes: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19). Indicava-lhes assim que o anúncio da Boa-Nova não devia ficar restrito ao povo eleito, mas, pelo contrário, abranger todos os homens.
Misteriosas foram as vias escolhidas pelo Senhor para tornar efetivo esse mandato. As primeiras pregações dos Apóstolos, logo após Pentecostes, tiveram lugar em Jerusalém (cf. At 2, 41ss). Elas ocasionaram uma avalanche de conversões, fazendo explodir o ódio do Sinédrio contra os que abraçavam a Fé em Cristo.


Iniciaram-se, então, violentas perseguições, aguçadas no período em que, pela saída de Pilatos do governo da Judeia, fez-se um vazio de poder e o Sinédrio ficou de fato com o mando nas mãos. Com isso, muitos cristãos viram-se obrigados a fugir para outras terras, levando consigo o testemunho de uma Fé acrisolada pelas provações. Eram eles o fermento que começava a penetrar na massa do mundo pagão para, de dentro, transformá-lo por inteiro.

Foi, sem dúvida, nesse momento histórico que vários Apóstolos partiram para terras de missão. E coube a um deles, conforme o Mestre profetizara, viajar até "os confins da terra" (At 1, 8) então conhecida, até o finis terræ delimitado pelas mitológicas colunas de Hércules: a Hispania, uma das mais prósperas colônias do Império, rica em recursos minerais e cujas gentes haviam-se integrado na estrutura administrativa e cultural de Roma.

Difícil missão para o Filho do Trovão

Segundo uma venerável tradição, coube este encargo a Tiago Maior, filho de Zebedeu. Ele deve ter chegado à Península Ibérica a bordo de algum barco fretado por judeus da diáspora, pois numerosos escritos da Antiguidade Cristã mencionam, desde o século III, traços de sua presença nessa região.

Muito pouco se conhece, entretanto, sobre as circunstâncias de sua pregação. A respeito do lugar em que o Apóstolo aportou e o percurso por ele seguido, os dados disponíveis permitem apenas aventurar hipóteses. Pode-se, porém, dar por certo que no ano 40 ele se encontrava na cidade de Cæsaraugusta, atual Saragoça, onde, depois de infaustos labores missionários, obtivera frutos muito modestos. Segundo consta, em toda a nação apenas sete famílias haviam abraçado a Fé em Cristo. Estas o acompanhavam em suas lides pela expansão do Reino.1

Grande deve ter sido a provação do Filho do Trovão ao constatar resultados tão abaixo dos anseios de uma alma fogosa como a sua, que havia presenciado as profícuas pregações em Jerusalém, com multidões inteiras se convertendo à Lei Evangélica. E bem podemos supor que o demônio do desânimo tenha batido às portas de seu coração... Confiança e oração eram as únicas armas a seu alcance nessa difícil conjuntura, e dispôs-se a usá-las.


Inesperada e animadora visita da Virgem Maria


Na noite de 1 para 2 de janeiro do ano 40, o Apóstolo São Tiago saiu do recinto amuralhado de Cæsaraugusta para ir rezar à beira do rio Ebro os salmos do Deus verdadeiro, costume judaico ainda conservado pelos primeiros cristãos. Pensava, certamente, no desdém com que os habitantes daquela cidade, mergulhados no paganismo e no vício, desprezavam o convite à vida da graça. Era chegado o momento escolhido pela Providência para marcar pelos séculos uma nação inteira.

De súbito, uma intensa luz envolveu o ambiente e grande multidão da milícia celeste se tornou visível. Mas aquela fabulosa visão, contrastante com a dura prova pela qual passava o Apóstolo, não era senão uma espécie de moldura para o que logo em seguida aconteceria. Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, que ainda era viva e morava em Jerusalém, chegava trazida sobre uma nuvem por mãos angélicas até o local onde São Tiago se encontrava. Junto a Ela, outros espíritos celestes portavam uma coluna de jaspe, da altura de um homem e de um palmo de diâmetro. Colocaram-na no chão e a Virgem pousou sobre ela, saudando com afeto o intrépido Apóstolo, que contemplava extasiado o inaudito espetáculo.

Por singular privilégio, São Tiago ia receber diretamente dos lábios de Nossa Senhora o consolo e o ânimo de que necessitava para continuar com determinação sua lide, certo de que as dificuldades do momento constituíam apenas uma prova cuja superação traria abundantes frutos espirituais. E como penhor desta celeste mensagem, quis Maria Santíssima deixar ao Filho de Zebedeu o pedestal sobre o qual pronunciara palavras semelhantes a estas: "Olha esta coluna sobre a qual Me assento. Sabe que meu Filho a enviou do alto por mãos de Anjos. Neste lugar a virtude do Altíssimo obrará prodígios e milagres admiráveis por minha intercessão e reverência em favor daqueles que implorem meu auxílio em suas necessidades; e a coluna permanecerá neste lugar até o fim do mundo, e nunca faltarão nesta cidade fiéis adoradores de Cristo".2

Concluída a celeste e inesperada visita, São Tiago encontrou-se novamente a sós com seus discípulos. Podemos conceber a alegria que tomou conta daquele reduzido grupo de cristãos: a Mãe de Deus viera consolá-los na tribulação, deixando um peculiar símbolo do que, como fruto de seu apostolado, deveria ser a Fé inabalável daquele povo.

Primórdios do atual Santuário

Poucas são as notícias das quais dispomos sobre o acontecido a partir desse momento, a não ser que, para conservação do valioso Pilar - com esse nome passou a ser conhecida, mais tarde, a celestial coluna -, São Tiago e os seus ergueram uma minúscula edícula, que foi conservada tal qual até a reforma da Basílica, realizada em meados do século XVIII. Construída em adobe, no sentido paralelo à muralha da cidade, tinha ela quase quatro metros e meio de cumprimento por pouco mais de dois de largura.3

É de se supor também que, embora o culto às imagens ainda não estivesse estabelecido na Igreja, tenham eles colocado sobre a coluna alguma efígie de Maria Santíssima, pois, caso contrário, almas recém-saídas das trevas do paganismo facilmente poderiam torná-la objeto de um culto fetichista, como não era raro acontecer na época com peças semelhantes. Outros, entretanto, acreditam que também uma imagem foi entregue por Nossa Senhora a São Tiago, quiçá a mesma que até hoje é venerada no local.

De uma forma ou de outra, não se fizeram esperar os frutos da pregação do Apóstolo e seu pequeno grupo de seguidores. A partir daquele momento a Fé começou a vingar com força tanto em Saragoça quanto no resto da Península Ibérica. Já São Paulo nos fala da existência de uma Igreja na Espanha (cf. Rm 15, 24) e são constantes as referências a ela no decorrer da História. E quando, no século IV, se iniciou a perseguição de Diocleciano, Santa Engrácia e seus companheiros escreveram com seu sangue naquela cidade o belíssimo episódio dos "inumeráveis mártires", narrado pelo poeta Prudêncio em sua obra Peristéfanon.

O Pilar, inabalável durante dois mil anos

Fundada pelos iberos no terceiro século da Era Antiga, Saragoça experimentou ao longo de sua multissecular história o influxo de diversas raças e culturas, que modelaram aos poucos o caráter de suas gentes.

Cerca de 15 anos antes do nascimento de Cristo, transformou-se em uma cidade romana tomando, em honra ao Imperador, o nome de Cæsaraugusta. Foi mais tarde habitada por visigodos, conquistada por muçulmanos, reconquistada pelos cristãos, e, em tempos mais recentes, dominada pelos franceses durante a invasão napoleônica.

Mas, em meio a todas essas vicissitudes, algo se manteve inalterado a despeito de tanta desgraça. Desde o século I da Era Cristã até nossos dias, lateja no coração dos saragoçanos a Fé católica professada sob o manto de Nossa Senhora do Pilar, devoção que nem as furibundas perseguições romanas, nem a dominação visigótica, nem o orgulho da heresia ariana, nem a invasão sarracena, nem as baionetas do exército de Napoleão, carregadas de ódio revolucionário contra a Religião, conseguiram destruir.

Perante os vagalhões da História, impulsionados amiúde por uma sanha anticristã, o Pilar e o culto à Santíssima Virgem permaneceram inalterados, por mercê da especial proteção profetizada pela Virgem Santíssima no momento de sua aparição.

Intolerância dos almorávides

Deixemos para outra oportunidade os interessantes fatos ocorridos durante as dominações germânicas, e situemo-nos na segunda década do século VIII, quando, aproveitando-se da decadência da dinastia visigoda, os guerreiros do Islã conquistaram a quase totalidade da Península Ibérica. Dependendo das circunstâncias concretas com que se encontraram em cada lugar, os novos senhores das Espanhas impuseram condições muito diversas à prática da Religião Católica, as quais variavam desde a perseguição declarada até uma tolerância benévola.

Na cidade de Saragoça, o culto foi autorizado, embora com pesadas restrições, entre elas a proibição de fazer qualquer reparo nos templos, o que leva a perguntar-se qual seria o estado desses edifícios, à medida que as décadas e os séculos fizessem sentir sobre eles os seus efeitos...

Quase quatro séculos levava a cidade de Saragoça sob domínio sarraceno, quando em 1118, um rei jovem e empreendedor - Alfonso I, o Batalhador - acometeu a reconquista da cidade. O Bispo Dom Bernardo, há pouco expulso da sé cæsaraugustana pela crescente intolerância dos almorávides, acabara de falecer e, para substituí-lo, o monarca propôs ao Papa da época, Gelásio II, a nomeação de um virtuoso clérigo francês chamado Pedro de Librana. O próprio Sumo Pontífice, que se encontrava então no sul da França, conferiu-lhe a ordenação episcopal e cumulou de benefícios espirituais aos que outorgassem esmolas para reparação da cidade e da sua igreja.4

Retomada por fim a cidade, o novo Bispo pôs-se a campo para tornar efetivo o desejo, manifestado pelo Santo Padre, de promover- -se a restauração do vetusto templo. Entre outras providências, enviou uma carta a todos os fiéis da Cristandade, na qual menciona aquela "igreja da gloriosa Virgem Maria" como "prevalente e antecedente a todas por sua antiga e bem-aventurada nomeada de santidade e dignidade".5 Outros documentos da época também certificam que a catedral dessa diocese estava dedicada à Bem-aventurada Virgem Maria.6

Ora, se no século XII esse templo era conhecido em toda a Europa, como atesta a naturalidade com a qual Dom Pedro de Librana fala dele em sua carta, não há como negar sua existência anterior à invasão sarracena. Pois se nesse período de quatro séculos, como vimos, a ninguém foi permitido fazer qualquer reforma nos templos cristãos, a fortiori estava proibido edificar um novo.

Duas bombas atravessaram o telhado da Basílica e uma
terceira caiu a poucos metros da fachada; nenhuma

delas explodiu 

A partir desse momento, a história da Igreja de Santa Maria de Saragoça, como então era conhecida, pode ser acompanhada através dos documentos que atestaram os fatos mais importantes ali ocorridos. Destes, destacaremos apenas dois que confirmam a profecia feita por Nossa Senhora em sua aparição ao Apóstolo São Tiago: "A coluna permanecerá neste lugar até o fim do mundo".
A invasão napoleônica

Uma das fases mais dramáticas da história da Espanha se deu no início do século XIX, quando as tropas de Napoleão, imbuídas do espírito anticristão que dominou a França na virada do século anterior, ocuparam a nação espanhola.

Saragoça foi uma das cidades mais afetadas pela invasão. Duas vezes sitiada pelo exército francês, opôs heroica resistência ao primeiro cerco e sofreu inenarráveis tormentos durante o segundo, no qual as tropas napoleônicas usaram um desproporcionado arsenal de recursos bélicos, visando sujeitar aquele povo indômito que, como diria o marechal francês Suchet, "lutava diariamente pé a pé, corpo a corpo, de casa em casa, de um muro a outro, contra a perícia, a perseverança e o valor sem cessar renascente de nossos soldados".7


Para sustentar esta desigual luta, os aragoneses auferiam a necessária energia aos pés da Virgem do Pilar, como testemunharam os próprios invasores. Assim se exprimiu um oficial galo, descrevendo uma situação na qual a resistência dos saragoçanos parecia insustentável: "Sabíamos que a agitação na cidade crescia por momentos, que o clero continuava sustentando a fé nos milagres, e que a imagem da Virgem não tinha ainda sido descida de seu Pilar. O povo tinha uma fé tão viva e punha tal confiança naquela sagrada Imagem que não podíamos esperar subjugá-lo sem antes ter arruinado seu venerado templo".8

De fato, a obstinada resistência daquele povo só foi vencida quando o esgotamento, a fome e as epidemias já não permitiam aos escassos sobreviventes da cidade em ruínas sequer levantar as armas. Elevando-se a quarenta mil o número de mortos, foi assinada a capitulação. Mais uma vez, e de forma providencial, a imagem da Virgem Santíssima e a já então Basílica não sofreram maior dano do que a desavergonhada espoliação de todas as suas peças e joias de valor. O Pilar permaneceu em pé como símbolo da inquebrantável Fé do povo aragonês.9

Bombas que não explodiram

Já no século XX, mais um fato mostrou a incomum proteção celeste sobre a Basílica. Poucos dias depois de começada a Guerra Civil Espanhola, na madrugada de 3 de agosto de 1936, um avião carregado com quatro bombas partiu de Barcelona em direção a Saragoça.

Ciente do imenso efeito psicológico que produziria nos católicos a destruição do simbólico Santuário, o piloto o sobrevoou a baixa altura e jogou sobre ele sua destrutiva carga. Duas dessas bombas atravessaram o telhado e caíram em lugares muito próximos do venerado Pilar. Uma terceira atingiu a calçada exterior, a poucos metros da fachada principal. Nenhuma delas explodiu. Apenas percutiram estrepitosamente o solo...

Ao acordar, Miguel contou que sonhava estar na Santa
Capela de Nossa Senhora do Pilar, em Saragoça


“O milagre de Calanda” – Basílica de Nossa Senhora do Pilar
Como não ver nessa tentativa falida a mão da Providência, preservando o lugar onde Deus havia prometido operar "prodígios e milagres admiráveis" por intercessão de Maria Santíssima?

O Milagre de Calanda

Calanda é um município agrícola situado cem quilômetros ao sudeste de Saragoça, na vizinha província de Teruel. Nele se produzem ótimas azeitonas e um singular gênero de pêssegos - grandes, aromáticos e de notável doçura - muito apreciados em todo o país. O que, porém, lhe deu fama internacional não foram seus excelentes produtos agrícolas, nem os episódios de sua antiga história, mas o fato de ter-se verificado ali, pela intercessão de Nossa Senhora do Pilar, um dos mais impressionantes milagres da história do Cristianismo.

O protagonista desse prodígio foi Miguel Juan Pellicer Blasco, filho de pobres lavradores nascido naquele vilarejo na segunda década do século XVII.10 Quando atingiu a idade de trabalhar, mudou-se para a casa de um tio em Castellón de la Plana. E, ali, estando certo dia junto a uma carroça muito carregada, puxada por duas mulas, escorregou, caiu por terra e uma das rodas passou por cima de sua perna direita, fraturando-lhe a tíbia.

Como os tratamentos aplicados não surtiram efeito, Miguel fez uma penosa viagem a Saragoça, onde havia um hospital mais preparado para cuidar de seu caso. Ao chegar à cidade, sua primeira providência foi visitar Nossa Senhora do Pilar, a cujos pés se confessou e comungou. Só depois de feito isso ingressou no Real Hospital de Nossa Senhora de Gracia, onde os médicos, constatando o estado da perna, decidiram amputá-la.

De acordo com as práticas vigentes naquela instituição, o membro foi enterrado no cemitério do hospital, conforme consta em seus arquivos.
Vida de esmoler

Condenado a viver como aleijado o resto de seus dias, e incapaz de manter-se com o próprio trabalho, Miguel passou a viver das esmolas que obtinha na porta da Basílica de sua querida Virgem do Pilar. A figura do mendigo aleijado em pouco tempo se tornou familiar aos fiéis que frequentavam aquele templo onde também ele, muito devoto, ouvia Missa todos os dias.

Decorridos dois anos, acentuou-se em Miguel o desejo de retornar à terra natal; embora não querendo ser uma carga para seus pais, decidiu empreender o caminho de volta. Despediu-se devotamente de Nossa Senhora e, segundo seu costume, untou com o azeite da lamparina do altar o extremo da perna amputada. Depois de um penoso percurso de vários dias, recorrendo à caridade dos tropeiros, chegou à morada paterna, onde foi recebido com todo carinho e bondade.

Consciente do peso que supunha num lar tão pobre a manutenção de um filho inválido, Miguel pedia esmolas nas circunvizinhanças e ajudava, tanto quanto lhe era possível, nas tarefas caseiras. Assim transcorreu sua vida até a noite de 29 de março de 1640.
Ao voltar para o lar depois de um dia muito duro, deparou-se com duas companhias de soldados de cavalaria em passagem pelo vilarejo. Distribuídas as casas para o pernoite, coube à família Pellicer hospedar um desses militares ao qual, por hospitalidade, cederam a cama de Miguel Juan. E o jovem se dispôs a passar a noite sobre uma simples esteira, aos pés do leito de seus pais. Encomendou-se com o acostumado fervor a Nossa Senhora do Pilar e deitou-se cedo, pois estava com a perna doente muito dolorida pelo esforço feito na jornada.

Sonhava estar na Santa Capela

Antes de se recolher, a mãe, sempre cuidadosa com seu inválido filho, foi verificar à luz do candeeiro se ele estava bem acomodado no improvisado leito, e qual não foi sua surpresa ao sentir um incomum e suave perfume e ver assomar por baixo das cobertas dois pés cruzados.

Admirados, os pais logo acordaram Miguel, que dormia um plácido e profundo sono. Atentando para as duas pernas, ele não sabia explicar como aquilo acontecera. Apenas contou que "sonhava estar na Santa Capela de Nossa Senhora do Pilar de Saragoça, untando a perna enferma com o azeite de uma lamparina, como costumava fazer quando estava nessa cidade", e por isso "estava certo de que a Virgem do Pilar lha tinha trazido e colocado".11

A notícia logo se espalhou pela vizinhança, produzindo grande alvoroço. Para maior espanto das pessoas, constatou-se na perna reposta por intercessão de Nossa Senhora a presença de várias cicatrizes nela existentes antes da amputação, tornando evidente que se tratava mesmo do membro amputado de Miguel. E quando, mais tarde, se fez uma verificação no cemitério do hospital, onde fora enterrado, nada se encontrou. Eloquente prefigura da ressurreição da carne que se dará...

Milagre comprovado por inúmeras pessoas

Cinco dias depois do milagre, lavrou-se, com o concurso de numerosas testemunhas, uma ata notarial cujo original se conserva no Arquivo da Prefeitura de Saragoça. A família Pellicer partiu para a Basílica a fim de render graças à Celestial Princesa. Ali, o impacto causado pelo milagre foi ainda maior, pois o antigo mendigo do Pilar era conhecido em quase toda a cidade. O acontecimento acabou por repercutir na corte espanhola, e o rei Felipe IV quis conhecer pessoalmente o favorecido por Nossa Senhora, diante do qual se inclinou para oscular a perna miraculada.

É com os olhos postos nessa história bimilenar de Fé
que devemos considerar o futuro da
Espanha e do mundo

A instâncias da Prefeitura, o Arcebispado instaurou um rigoroso processo a fim de, após ouvir todas as testemunhas possíveis e estudar em profundidade as circunstâncias do caso, ditar sentença. Como é óbvio, à vista da evidência dos fatos, esta foi positiva. E a meticulosa formalidade do procedimento jurídico tornou este milagre um dos mais documentados de toda a História da Igreja, constituindo um verdadeiro desafio, por seu rigor histórico e científico, a todos quantos procuram examinar sob uma perspectiva materialista e ateia os fenômenos sobrenaturais.

Ponto de partida para Deus

"Nunca faltarão nesta cidade adoradores de Cristo". Ainda nos nossos dias marcados pelo relativismo e pela indiferença religiosa, a devoção a Nossa Senhora permanece viva nos corações dos saragoçanos, comprovada pelas centenas de milhares de fiéis que acorrem todo ano a prestar-Lhe homenagem no dia de sua festa, frequentam diariamente a Santa Capela, sempre cheia de devotos, ou declinam suas faltas em algum dos confessionários distribuídos por toda a Basílica.

Será junto a essa coluna sagrada, símbolo da indefectível ajuda de Maria, onde encontraremos a solução para uma nação que, como todo o continente europeu, vai aos poucos abandonando a Fé? A resposta é, sem dúvida, sim! Se aquele Pilar sobre o qual sentou-Se Nossa Senhora presenciou impertérrito tantas catástrofes, temos razões para confiar na promessa: "a coluna permanecerá neste lugar até o fim do mundo".

É com os olhos postos nessa história bimilenar de Fé que devemos considerar o futuro da Espanha e do mundo. Como fez há quase dois mil anos o Filho do Trovão, voltemo-nos com confiança para nossa Celestial Intercessora e apresentemos a Ela as nossas dificuldades presentes. A isso nos estimula o Beato João Paulo II, o "primeiro Papa peregrino" a visitar a Basílica do Pilar: "Essa herança de fé mariana de tantas gerações, há de converter se não só em recordação de um passado, mas em ponto de partida para Deus. [...] Porque nessa continuidade religiosa, a virtude engendra nova virtude. A graça atrai graça. E a secular presença de Santa Maria, vai arraigando-se através dos séculos, inspirando e encorajando as gerações sucessivas".12 (Pe. Ignacio Montojo Magro, EP - Revista Arautos do Evangelho, Out/2012, n. 130, p. 32 à 39)

fonte:http://www.arautos.org/especial/41116/Nossa-Senhora-do-Pilar-de-Saragoca.html
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Consagração a Nossa Senhora do Pilar

Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!
Eu vos renovo, hoje e para sempre
a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim
para o bem de todas as pessoas.
Somente vos peço, minha rainha e mãe da igreja,
força para cooperar fielmente
na vossa missão de trazer
o reino de Jesus ao mundo.

Ofereço-vos, portanto,
Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifícios
deste dia, para que fiéis à nossa consagração,
sejamos igualmente disponíveis a colaborar convosco
na construção de um mundo novo,

ó Maria concebida sem pecado!
rogai por nós que recorremos a vós
e por todos quantos recorrem
a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.

Salve Rainha...~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


Nossa Senhora do Pilar

Saragoça, Espanha - J 2 de outubro

Se bem que Nossa Senhora seja uma só, e em qualquer de suas extraordinárias manifestações está Ela sempre disposta, como Mãe, a olhar benevolamente para aqueles que implorem sua proteção, as contingências históricas, geográficas, psicológicas etc. tornam habitualmente mais atraente para alguns esta, para outros aquela invocação da Santíssima Virgem. Nossa Senhora do Pilar, entretanto, atrai-nos a todos porque sua história é de grande interesse universal.

Com efeito, trata-se da primeira aparição da Santíssima Virgem em todos os tempos, quando Ela ainda estava em sua vida terrena; e, por expressa vontade dEla, no local do acontecimento foi erigido o primeiro templo mariano no mundo. Apareceu ao Apóstolo São Tiago Maior, o irmão de São João Evangelista, que recebera, ao pé da Cruz, Nossa Senhora como Mãe; o mesmo São Tiago, que fora dos três mais privilegiados por Nosso Senhor, na Transfiguração do Tabor e na Agonia do Horto.


E as palavras de Nossa Senhora naquela visita, por encargo do Salvador, contiveram a convocatória para outro privilégio: São Tiago deveria voltar à Terra Santa, e seria o primeiro do Sacro Colégio Apostólico a receber a palma do martírio.



Muitos Pontífices Romanos incentivaram tal devoção. São Jerônimo, um dos grandes Doutores e polemistas dos primeiros séculos da Igreja, já atestava a veracidade do prodígio, e o Breviário Romano indica sua festa a 12 de outubro, mesmo dia em que se comemora, no Brasil, Nossa Senhora Aparecida, Padroeira da Nação.

O acontecimento deu-se no ano 40, quando São Tiago rezava à beira do rio Ebro, na cidade de César Augusto, na Hispania (nomes que derivaram paulatinamente em Saragoça e Espanha). O Apóstolo tinha já convertido sete pessoas em Saragoça. Era já noite. Poderosos e alígeros espíritos, ou seja, os santos anjos, conduziram sua Rainha, de Jerusalém à cidade de César-Augusto.

Circundada por diáfanas nuvens, sentada num trono de luz, servida por anjos, aproximou-se então do maravilhado vidente e disse-lhe: "Tiago, servo do Altíssimo, bendito sejais de Sua destra, e Ele vos encha de Sua divina graça. Meu filho.

Tiago, este lugar assinalou e destinou o Altíssimo todo- poderoso Deus do Céu, para que na terra lhe consagreis e dediqueis nele um templo e casa de oração, onde sob o título de Meu Nome quer que o dEle seja exaltado e engrandecido, e que os tesouros de Sua divina destra se comuniquem, franqueando generosamente Suas antigas misericórdias a todos os fiéis que por minha intercessão alcança-los-ão, se os pedirem com verdadeira Fé e piedosa devoção, e em nome do Todo-Poderoso lhes prometo grandes favores e bênçãos de doçura, minha proteção e amparo, porque este há de ser meu templo e casa, minha própria herança e possessão.

E em testemunho desta verdade e promessa ficará aqui esta coluna, e colocada sobre ela minha própria imagem neste lugar, onde uma e outra perseverarão com a Santa Fé até o fim do mundo .... (Os anjos entregaram a São Tiago então o referido pilar ou coluna e a imagem), e, tendo feito este serviço ao Senhor, ireis a Jerusalém, onde Meu Filho Santíssimo quer que Lhe ofereçais o sacrifício de vossa vida“.

Tudo tendo sido santamente cumprido, o templo, a imagem e o pilar não têm feito senão aumentar em glória, pompa e riqueza recebidas e em benefícios concedidos.
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FONTE DE REFERÊNCIA
I. The Catholic Encyclopedia, Caxton PubIishing Company, Londres, 1911, t. XII, p: 83.
2. Enciclopedia Universal Ilustrada Europeo-Americana, Espasa-Calpe, S.A. Bilbao, 1921, t. XLIV, pp. 871-880.
3. Conde de Fabraquer, Historia de Ias lmágenes de Ia Virgen en Espana, Madri, 1861, t. I, pp. 13-36.

fonte:http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=9EC13331-3048-313C-2E58758CB4A469A4&mes=Outubro1994

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A Aparição de Nossa Senhora do Pilar (Zaragoza - Espanha) a São Tiago Apostolo, o maior

Aparición de la Virgen del Pilar a Santiago Apóstol
Fachada de la Iglesia de Santiago - Sevilla - Leyenda bajo el retablo:
"Madre mía del Pilar, antes morir que pecar"
Antonio Kiernam Flores - Fábrica: Cerámica Santa Ana - Sevilla, década de 1940

Nossa Senhora do Pilar
(Zaragoza - Espanha)
(Festa em 12 de outubro)

Crescia dia a dia o número de cristãos atraídos pela pregação e pelos milagres dos apóstolos, mas alguns judeus malvados, caluniando os discípulos de Cristo, iam movendo cruel perseguição à Santa Igreja, maltratando e mesmo matando muitos cristãos.

Então os apóstolos, santamente indignados, depois de apostrofar os judeus,disseram-lhes que, visto a sua indignidade e o seu menosprezo da fé cristã, se voltariam para os pagãos, e assim iriam pregar o Evangelho a todas as criaturas, segundo o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

São Tiago Maior foi então incumbido de ir pregar o santo Evangelho às

províncias da Espanha, e, antes de partir, foi pedir a licença e a bênção de Maria
Santíssima, como fizeram também os outros apóstolos, comovidos por terem de se separar da Santa Mãe de seu divino Mestre, a qual tão bem os aconselhava,
consolando-os nas perseguições e desalentos. 

A Virgem Santíssima, tendo abençoado o apóstolo, assim lhe falou: “Vai, meu

filho, cumpre a ordem de teu Mestre, e por ele te rogo que, naquela cidade da
Espanha em que maior número de almas converteres à fé, edifiques uma igreja em minha memória, conforme o que eu te manifestar.”

O apóstolo São Tiago seguiu, pois, para a Espanha e, depois de ter pregado em

alguns outros lugares, chegou a Zaragoza, à margem do rio Ebro. Tendo pregado durante muitos dias nessa cidade, converteu oito varões, com os quais se retirava à noite para a margem do rio, onde oravam e descansavam longe das agitações dos pagãos.

Certa noite, enquanto o apóstolo descansava com seus fiéis discípulos, ouviu, de
repente, umas vozes angélicas que cantavam: “Ave Maria, gratia plena!” Pondo-se imediatamente de joelhos, viu a Santíssima Virgem entre um coro de anjos, sentada num pilar de mármore. O coro angelical acabou o ofício de matinas como versículo “Benedicamus Domino”.

Acabado o ato, Maria Santíssima chamou a si o santo apóstolo e, com muito
carinho, lhe disse: “Eis aqui, meu filho, o lugar assinalado e destinado a minha honra, no qual, por teu cuidado e em minha memória, quero que seja edificada uma igreja.

Conserva este pilar onde estou sentada, porque meu filho e teu Mestre enviou-o do céu pela mão dos anjos. Junto a ele assentarás o altar da capela , e nele obrará a virtude do Altíssimo os portentos e maravilhas de minha intercessão para com aqueles que, em suas necessidades, implorarem o meu patrocínio, e este pilar permanecerá aqui até o fim do mundo, e nunca faltarão nesta cidade verdadeiros cristãos que honrem o nome de Jesus Cristo, meu Filho.”

Subitamente, aquele exército de anjos, tomando a Rainha dos céus, levou-a para a cidade de Jerusalém, repondo-a em sua cela.

Depois desse miraculoso fato, a Virgem Maria ainda viveu onze anos. São Tiago,
depois de louvar a Jesus e sua Mãe Santíssima, cheio de contentamento começou logo a edificar uma igreja naquele lugar, ajudado pelos oito discípulos, colocando o referido pilar na parte superior do altar e voltado para o Ebro.

O venerado pilar, ainda hoje, atesta a milagrosa aparição, e ali onde está

colocado permanecerá até o fim do mundo.

Nossa Senhora Del Pilar
A primeira aparição da Virgem Maria não foi apenas uma aparição, pois ela ainda era viva. O fenômeno chamado de bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo) aconteceu quando Nossa Senhora apareceu ao apóstolo Tiago Maior na Espanha, na Cidade hoje chamada Zaragoza. Documentos históricos do Vaticano indicam que a bilocação aconteceu em 02 de janeiro do ano 40.

Maria apareceu a São Tiago para consolá-lo. O apóstolo estava na Espanha evangelizando e sofrendo muito com as perseguições. Um dia, Tiago perguntava a Deus em oração nas margens do rio Ebro se mesmo com tudo aquilo ele deveria continuar ali, se valeria a pena o seu trabalho na Espanha. Neste momento a Virgem surgiu em uma aparição gloriosa em cima de um pilar, com anjos ao redor dela, e entregou a São Tiago a imagem de Nossa Senhora do Pilar, simbolizando a intercessão de Maria como um dos pilares do cristianismo.

Nossa Senhora pediu ao apóstolo que ali, sobre aquele pilar, fosse erguido um templo como sinal de devoção à Virgem Maria intercessora. Esse foi o início do culto à Maria na Igreja. Ela assumiu seu papel de consoladora dos aflitos e advogada dos fiéis nas causas pedidas ao Senhor.

São Tiago deixou ali doze discípulos construindo uma capela, e seguiu a ordem de Maria para ir de volta a Jerusalém. No longo caminho Tiago passou por Éfeso, onde a Virgem morava. Na visita, ela anunciou ao apóstolo a morte que se aproximava e o consolou mais uma vez. Chegando a Jerusalém São Tiago foi morto pelos perseguidores.
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"De Jerusalém, São Tiago seguiu até Sicília e Espanha, detendo-se em Gadiz. Não sendo bem recebido, foi salvo milagrosamente por um anjo, de ser assassinado. Deixou a Espanha entregue a sete discípulos. Voltou mais tarde para Saragoça, onde então, começaram conversões em grande número. Mesmo assim, os perigos eram muitos. Lançaram víboras contra ele, que as segurava tranqüilamente nas mãos.

Em Granada, foi preso com todos os discípulos e neófitos. São Tiago implorou o auxílio de Maria, que vivia, então, em Jerusalém. Por meio dos anjos, foi salvo, e Nossa Senhora ordenou-lhe que fosse pregar na Galícia. Mais tarde, vi São Tiago em grande perigo por causa de uma perseguição contra os fiéis de Saragoça. Certa noite o apóstolo rezava com alguns discípulos, junto aos muros da cidade. Pedia luzes para saber se devia ficar na região ou fugir. Pensava em Maria Santíssima e lhe pedia que rogasse por ele a seu Divino Filho, que nada lhe podia negar. De repente, vi descer um resplendor celeste sobre o apóstolo, aparecendo anjos que entoavam um canto harmônico enquanto carregavam uma coluna de luz cuja base assinalava um local determinado ao apóstolo. A coluna era alta e delgada e terminava com um lírio aberto que lançava línguas de fogo em várias direções. Uma delas ia até Compostela.

No resplendor do lírio vi Maria Santíssima, de nívea brancura e transparência, de formosura e delicadeza maiores que a seda. Estava de pé, da mesma maneira como costumava rezar. Tinha as mãos juntas e um grande véu na cabeça, que lhe caia até os pés. Pousava seus pés sobre a flor, que resplandecia com seus cinco raios de luz. São Tiago recebeu interiormente o aviso de que deveria erguer ali uma Igreja e que a intercessão de Maria devia crescer como uma raiz e expandir-se. Disse-lhe a Virgem que, uma vez concluída a Igreja, voltasse para Jerusalém.

Mais tarde, completada a obra, o apóstolo entregou seu trabalho a 12 discípulos que formara e partiu. E visitou a Santa Virgem em Éfeso. Maria predisse-lhe sua morte próxima, consolando-o e confortando-o muito. Depois São Tiago, despediu-se de Maria e de São João e seguiu para Jerusalém. Aí foi preso e levado ao monte Calvário. No caminho continuou a pregar, convertendo e curando a muitos. Decapitado, tempos depois, seu corpo foi levado para a Espanha. A visão de São Tiago deu origem à devoção a Nossa Senhora do Pilar".

Basílica de Zaragoza as margens do rio Ebro - Espanha.
Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, Mãe da Espanha.
Sua ação é sobretudo espiritual.


A devoção ao Pilar tem uma enorme penetração na Ibero-América, cujos países celebram o dia do descobrimento de seu continente a 12 de outubro, isto é, no dia do Pilar.

A Basílica fica aberta o dia inteiro, mas nunca faltam os fiéis que chegam ao Pilar em busca de reconciliação, graça e diálogo com Deus.

É popular na Espanha, especialmente a região de Aragon, a jaculatória:
"Bendita seja a hora em que a Virgem veio em carne mortal a Zaragoza".

Papa João Paulo II.

O Papa João Paulo II, por duas vezes escolheu este santuário como primeiro passo de suas viagens à América Latina: em 1979, para assistir à Conferência de Puebla e em 1984 para inaugurar as comemorações do V Centenário do descobrimento e o início da evangelização na América.

O Papa dizia nessa basílica, citando Puebla: "Ela (Maria) tem que ser cada vez mais a pedagoga do Evangelho na América Latina" (Puebla, 290). "Sim, continua dizendo o Papa, a pedagoga, a que nos conduz pela mão, que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu Filho e a guardar tudo o que Ele nos ensinou. O amor à Virgem Maria, Mãe e Modelo da Igreja, é garantia da autenticidade e da eficácia redentora de nossa fé cristã".

fonte:http://chamadeamordemaria.blogspot.com.br/2012/04/nossa-senhora-do-pilar-zaragoza-espanha.html


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