quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Nossa Senhora dos Aflitos, Consoladoras dos Aflitos, Consolata ou Consolação e da Correia

Há muitas invocações ligadas ao título de Consoladora dos Aflitos.
Além de haver uma ampla iconografia relacionada a esse título.Tudo depende de em que lugar e como foi implantada tal denominação.

Aqui, colocarei algumas histórias, no entanto, há muitas outras relacionadas ao título de Consoladora dos Aflitos.
Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos também conhecida como Nossa Senhora da Consolação, Consolata em italiano, Nossa Senhora da Correia e Nossa Senhora dos Aflitos.
1)NOSSA SENHORA CONSOLATA – TURIM- ITÁLIA - 21 junho
Cada vez mais se confirma que a Virgem Maria é a mãe de todos os povos, são unânimes em proclamar o grandioso auxílio da Virgem Maria, que por isso é invocada pelos cristãos com o título de Consoladora dos Aflitos.

A devoção para com Nossa Senhora Consolata ou Consoladora dos Aflitos surgiu em Turim, Itália, na metade do século V, por iniciativa do bispo São Máximo.

Segundo a tradição, Santo Eusébio, bispo de Vercelli, trouxe o quadro de Nossa Senhora Consolata da Palestina para a Itália no século IV e o entregou a São Máximo, bispo de Turim. São Máximo, por sua vez, no ano 440, expôs o quadro à veneração dos fiéis, num pequeno altar erguido no interior da igreja do Apóstolo Santo André. A convite do Bispo, o povo, começou a venerar a Virgem daquele quadro com grande fé e devoção. Maria respondia com muitas graças, e fatos extraordinários, sobretudo em favor das pessoas doentes e sofredoras. Sensibilizados com o amor misericordioso da Virgem Maria, São Máximo e o povo começaram a invocá-la com muitos títulos: Nossa Senhora Mãe das Consolações, Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, Nossa Senhora Consolata.

O quadro de Nossa Senhora Consolata permaneceu exposto à veneração dos fiéis, durante quatro séculos consecutivos. Por volta do ano 820 entrou em Turim a heresia dos iconoclastas (pessoas que destruíam toda e qualquer imagem ou quadro religioso exposto ao culto). Em tal circunstância, temendo que o quadro da Consolata fosse destruído, os religiosos que tomavam conta da igreja de Santo André resolveram tirá-lo do altar e escondê-lo nos subterrâneos da igreja. Mas a perseguição se prolongou por muitos anos. Assim, o quadro ficou desaparecido pelo espaço de um século. Este fato fez com que os fiéis deixassem de frequentar a capela e perdessem a lembrança da Virgem Consolata.
No ano 1014, Nossa Senhora apareceu a Arduíno, Marquês de Ivréia, gravemente enfermo, e lhe pediu que construísse uma capela em sua honra em Turim, junto às ruínas da antiga igreja de Santo André. O Marquês Arduíno milagrosamente curado por Nossa Senhora, e tocado profundamente pelos favores da Virgem Maria, empreendeu a construção da capela.

Ao fazerem as escavações para os alicerces da capela de Turim, os operários encontraram no meio dos escombros o quadro de Nossa Senhora Consolata, ainda intato, apesar de ser uma pintura em tela. O fato encheu de alegria a população da cidade e a devoção à Mãe das Consolações renasceu.

No século seguinte, uma terrível guerra civil quase destruiu completamente a cidade de Turim, fez com que muitos habitantes de Turim abandonassem a cidade. Com tal situação, a igreja de Santo André e a capela de Nossa Senhora Consolata foram desmoronando aos poucos e tudo acabou novamente num monte de escombros. E o quadro da Consolata, mais uma vez, ficou mergulhado nas ruínas por muitos anos.

Maria, porém, interveio de novo, e de forma extraordinária. Em 1104, segundo a tradição, chegou a Turim, John Ravais, um homem cego de Briançon, França, que afirmava ter tido uma visão: enterrada sob as ruínas de uma velha igreja, vira uma pintura de Nossa Senhora. A Virgem revelou-lhe ainda que aquela capela localizava-se em Turim, na Itália. E a Virgem Maria prometeu devolver-lhe a visão se fosse a Turim visitar a sua capela que jazia em ruínas. Lutando contra muitas dificuldades o cego chegou a Turim. Com o apoio do bispo, deram início aos trabalhos da escavação no local indicado pelo cego conforme orientação de Nossa Senhora.

No dia 20 de Junho de 1104, o quadro da Consolata, ainda intacto, foi reencontrado sob as ruínas. O cego, conduzido à presença do quadro, recuperou instantaneamente a visão. Este episódio consolidou na alma do povo de Turim a devoção para com Nossa Senhora Consolata. A partir destes fatos a devoção se espalhou pelo mundo e o Santuário de Turim se tornou um grande centro de peregrinação.

Pe. José Allamano, encarregou-se de espalhar a devoção a Nossa Senhora Consolata no mundo inteiro. Foi reitor do Santuário em Turim, por 46 anos e o transformou num centro de Espiritualidade Mariana e de irradiação missionária. Fundou duas congregações religiosas, a dos padres Missionários da Consolata e das irmãs Missionárias da Consolata.

Consolata quer dizer Consoladora. A missão destes religiosos é anunciar ao mundo todo, a Verdadeira Consolação: Jesus Cristo.


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA CONSOLATA
Ó Mãe Consolata!
Vós sois no céu a Rainha dos Anjos e dos Santos, mas aqui na terra é a Mãe das consolações.
Vós sois a Consolata e eu, vosso (a) filho (a), vos peço, portanto, consolação e a graça... (pedir a graça).
Mãe querida, vós sabeis o modo, conheceis o caminho para ouvir-me, por isso confio em vós!
Dizei uma palavra a Jesus que trazes em vossos braços com tanto amor e carinho, e será o suficiente para que eu prove a alegria do conforto.
Consolado (a) por vós e pelo vosso Filho, serei capaz de consolar os meus irmãos que mais sofrem.
Assim Seja
Saberei também enfrentar com serenidade as dificuldades, encontrando em vós auxilio e proteção.
Que Assim Seja.
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HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DOS AFLITOS - CONSOLATA
Este título de Maria nos remete ao momento da morte de Jesus, quando o Mestre, em sua aflição de morte, entregou sua mãe como Mãe de toda a humanidade. E, na pessoa do Evangelista João, entregou toda a humanidade a ela. (Jo 19, 26)

Origens
A devoção a Nossa Senhora dos Aflitos começou quando Santo Euzébio, estando exilado na Terra Santa, encontrou uma pintura de Nossa Senhora dos Aflitos. Ao voltar do exílio, levou o quadro consigo e o deu de presente a São Máximo, então bispo de Turim, Itália. São Máximo construiu um altar dedicado à Virgem dos Aflitos dentro da Igreja de Santo André. A partir de então, a devoção começou na Itália e muitas graças aconteceram pela invocação de Nossa Senhora dos Aflitos. O quadro ficou exposto ali por mais de quatro Séculos.

Perseguição
No ano 820 a região de Turim foi invadida por bárbaros que destruíam tudo o que fizesse referência à fé cristã. Por isso, os religiosos escondiam todos os símbolos, imagens e artigos religiosos que podiam. Neste movimento, o quadro de Nossa Senhora dos Aflitos também foi escondido em catacumbas da igreja de Turim e ali ficou oculto por mais de um Século. O povo chegou a pensar que ele tinha sido destruído pelos invasores.

O quadro de Nossa Senhora dos Aflitos é redescoberto
Em 1014, Arduino, Marquês italiano, estando muito enfermo, teve uma visão de Nossa Senhora na qual a Virgem lhe pedia para construir uma igreja sobre as ruínas da igreja de Turim. Depois da visão, o Marquês ficou totalmente são. Então, em agradecimento, ele partiu para realizar o pedido de Nossa Senhora. Assim, ao escavar os escombros da igreja, encontraram o quadro de Nossa Senhora dos Aflitos intacto. E a pintura era exatamente como o Marquês Arduino tinha visto em suas visões da Virgem Maria. A igreja foi reconstruída e o quadro voltou para um lugar de destaque onde o povo ia fazer suas orações e agradecimentos pelas inúmeras graças recebidas. Porém, mais um Século se passou e eis que uma nova invasão assombrou Turim. O quadro de Nossa Senhora dos Aflitos foi escondido novamente e permaneceu assim por outros muitos anos.

O segundo grande milagre
Nossa Senhora dos Aflitos apareceu em sonhos a um cego longe da Itália, na França. Seu nome: John Ravais. No sonho, ela pediu que ele fosse a Turim escavar os escombros da igreja, encontrar a imagem e reconstruir a casa de Deus. John Ravais obedeceu, foi para Turim, falou com o bispo, este lhe deu todo apoio e começaram a escavar sob suas orientações. E, como a Virgem dos Aflitos tinha anunciado, encontraram o quadro intacto. Quando John Ravais tocou nele, ficou curado e voltou a enxergar.

Oração a Nossa Senhora dos Aflitos
“Lembrai-vos, ó doce mãe, Nossa Senhora dos Aflitos, que nos foi dada por Jesus para nosso amparo e proteção! Cheios de confiança na vossa bondade nós imploramos o vosso auxílio. Socorrei a mim e aqueles pelos quais eu rezo... (coloque a sua intenção, faça seu pedido). Mãe querida, Senhora dos Aflitos, acolhei benigna essas nossas súplicas e dignai-vos atendê-las estendei sobre nós a vossa intercessão, voltai para nós vossos olhos misericordiosos. Ave Maria, cheia de graça...

Coração de Jesus crucificado, fonte de amor e de perdão, tende piedade de nós! Ó virgem, mãe dos aflitos, estendei vosso manto protetor sobre mim e minha família, ó virgem gloriosa e bendita. Amém.”
fonte: http://www.cruzterrasanta.com.br/historia/nossa-senhora-dos-aflitos

Nossa Senhora da Consolata é o nome italiano para uma devoção conhecida como Nossa Senhora da Consolação e também Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos.
História
Santo Eusébio passou anos exilado em terras do Oriente e da Palestina. Estando na Palestina, ele encontrou um belo quadro de Nossa Senhora da Consolata. Voltando do exílio, ele levou o quadro e o deu de presente ao Bispo de Turim, Itália. O bispo era outro santo, São Máximo.
Este, reconhecendo a beleza e a importância da devoção a Nossa Senhora da Consolata, fez um altar dedicado a ela na igreja de Santo André e chamou o povo para venerar Nossa Senhora sob esse novo título. Muitos milagres começaram a acontecer pela intercessão de Nossa Senhora sob a invocação da Consolata.
Por mais de 400 anos o quadro ficou ali exposto para a veneração e oração dos fiéis. Nossa Senhora da Consolação, na visão dos santos, traz a todas as pessoas a verdadeira e única consolação para o coração humano: seu filho Jesus Cristo.
Heresia contra a igreja
Em 820 os hereges iconoclastas, isto é, destruidores de imagens, invadiram a cidade de Turim e destruíram tudo que encontravam que fizesse referência à fé cristã. Os religiosos, então, esconderam tudo quanto conseguiram esconder, inclusive o quadro de Nossa Senhora da Consolata. Por isso, o quadro ficou esquecido nas catacumbas da igreja de Turim. Ele permaneceu lá por mais de 100 anos. Chegaram a pensar que ele tinha sido destruído.
Redescoberta do quadro de Nossa Senhora da Consolata
No ano 1014, um Marquês italiano chamado Arduino, estava muito doente. Em seu leito de dor e oração, teve uma visão de Nossa Senhora. Na visão, Maria lhe pedia para construir uma igreja nas ruínas da antiga igreja de Turim. Depois dessas visões, Arduino ficou curado.
Por isso, e como forma de agradecimento, ele começou a construção da igreja nova, como Nossa Senhora tinha pedido. Nas escavações das ruínas da antiga igreja, redescobriram milagrosamente o quadro de Nossa Senhora da Consolata. A imagem era como Nossa Senhora tinha aparecido para Arduino. Foi uma grande consolação para a igreja local.
Nova guerra em Turim e novo milagre
Mais de 100 anos depois, uma nova guerra assolou a cidade de Turim e a igreja onde estava a imagem de Nossa Senhora da Consolata. E, mais uma vez, o quadro ficou escondido entre os entulhos por muitos anos. Novamente, todos pensaram que o quadro tinha sido destruído e isso foi causa de grande tristeza para o povo.
O grande milagre de Nossa Senhora da Consolata
Maria Santíssima, na forma de Nossa Senhora da Consolata apareceu a um cego que vivia bem longe de Turim. Seu nome era John Ravais e ele vivia na França. No sonho, ela pedia que ele fosse a Turim escavar os escombros da igreja para encontrar a imagem.
Maria lhe pedia também para ele construir novamente a igreja e prometeu que ele seria curado. John Ravais obedeceu prontamente. Quando chegou a Turim, procurou o Bispo, e este, depois de ouvir sua história, lhe deu todo apoio necessário nas buscas da imagem. Contrataram pedreiros e começaram as escavações.
E, tal como John Ravais tinha visto em seus sonhos, encontraram o quadro de Nossa Senhora da Consolata. Quando John Ravais chegou perto do quadro, ficou curado de sua cegueira. Foi uma grande emoção para todos.
Devoção a Nossa Senhora da Consolata
A partir de mais este milagre, a população de Turim assumiu Nossa Senhora da Consolata como protetora e padroeira da cidade. A devoção começou a se espalhar pela região, depois por toda a Itália, depois pela Europa e depois para o mundo inteiro. Hoje existe um Santuário dedicado a Nossa Senhora da Consolata em Turim. Peregrinações do mundo todo vão até lá para ver o quadro e rezar Nossa Senhora da Consolação.
Oração a Nossa Senhora da Consolata
Ó Mãe Consolata, vós sois no Céu a Rainha dos anjos e dos santos, e aqui na terra é a Mãe das consolações. Vós sois a Consolata, e eu vosso filho, vos peço consolação e graça. (fazer o pedido). Mãe querida, vós sabeis o modo, conheceis o caminho para ouvir-me, por isso confio em vós. Dizei uma palavra a Jesus que trazeis em vossos braços com tanto amor e carinho, e será o suficiente para que eu prove a alegria do conforto. Consolado por vós e por vosso filho, serei capaz de consolar os meus irmãos que mais sofrem. Saberei também enfrentar com serenidade aas dificuldades, encontrando em vós auxilio e proteção, amém.

Nossa Senhora da Consolata, rogai por nós.  
http://www.cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-da-consolata/23/102/#c
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2) Nossa Senhora da Correia Santo Agostinho e Santa Monica
 Convívio intenso, separação definitiva
Os três anos de vida pública de Nosso Senhor Jesus Cristo foram passados entre os discípulos e apóstolos. Era um convívio intenso, apenas superado pelo relacionamento havido entre Jesus e Sua Mãe Santíssima nos trinta anos em que, estando juntos, olhavam-se e queriam-se bem e, assim, viviam a mais elevada forma de relacionamento humano: amavam-se.

Um dia chegou a hora crucial da missão redentora de Nosso Senhor: chegou a Paixão. Num instante, Jesus passou pela morte de cruz e foi sepultado. Embora tenha chegado também a manhã da ressurreição, e Cristo Ressuscitado ter manifestado-se em várias oportunidades, aquele convívio inicial já não mais existia, era inatingível.
Os apóstolos puderam ainda acompanhar Nosso Senhor ressuscitado quando, quarenta dias depois da ressurreição, Ele subiu aos céus. Foi um favor inestimável, uma graça enorme, mas foi também a separação definitiva. Nosso Senhor voltou glorioso para a direita do Pai Eterno.

Aqueles homens ficaram sem Jesus e tinham uma missão a cumprir. Eles vacilavam. Ainda não estavam confirmados em graça, viviam de uma Fé fraca. Vendo Jesus afastar-se, eles poderiam deixar-se invadir por uma onda de desolação, incerteza, e medo. Poderiam muito bem julgarem-se desamparados, abandonados e... sem consolo.

Apesar do clima de desalento e abandono que rondava as almas deles, eles sabiam que Nossa Senhora era a mais fiel e santa das criaturas e que nela encontrariam consolo para seus espíritos. Sobretudo eles acreditavam que Maria -"cheia de graça"-- trazia em si a presença consumada, a ação constante do Espírito Santo Consolador. Eles sabiam que poderiam pedir a Ela o consolo na aflição e o auxílio que lhes faltava. Disso eles tinham certeza.

Foi nessa ocasião que, de dentro de sua fraqueza, inspirados pela graça divina que nunca falta, os apóstolos e discípulos realizaram um ato sublime de humildade, de reconhecimento, de exaltação: procuraram estar juntos de Nossa Senhora, sob a proteção dela!

Recorreram a Ela, pediram Seu auxílio e assim reconheciam que Ela era a única que mantinha a certeza, vivia a esperança da Fé e confiava. Como verdadeira Mãe dos discípulos de seu Divino Filho Jesus, Maria Santíssima foi a fonte do consolo de todos. Foi este consolo que trouxe aos apóstolos alento e os ajudou a cumprir a missão que a Providência lhes tinha dado.

Por isso, "bendito seja Deus Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de Misericórdia e Deus de toda consolação, o qual nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar os que estão em qualquer angústia..." (II Cor. 1, 3 - 5)

Foi Nossa Senhora o instrumento de Deus nessa ocasião. Foi Ela quem os consolou e os encorajou dando a eles alento e força para cumprir o mandado do Redentor Divino: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer será condenado". (Mc. 16, 15-16) Esse mandado de Nosso Senhor estendeu-se a todos aqueles que se tornaram cristãos pelo batismo. E estes cristãos, de dentro suas fragilidades, em muitas e muitas ocasiões, necessitaram de ajuda, de alento, de consolo em sua caminhada. E isto é assim até hoje.

O exemplo dos apóstolos, procurando Nossa Senhora nos momentos de aflição propagou-se rápido entre os primeiros cristãos e continuou a expandir entre os fiéis na medida em que a Igreja crescia pelo mundo afora.

O Exemplo dos Apóstolos
O exemplo dos Apóstolos foi uma das razões do porque Nossa Senhora passou a ser a intercessora certa a quem seus filhos recorriam. Ela, indiscriminadamente, tornou-se o porto seguro para os necessitados, os aflitos e desamparados. Para toda a Igreja Maria converteu-se na fonte do espírito de fortaleza que anima e reconforta os sofredores. Passou a ser a consoladora, a Senhora da Consolação até para aqueles que a procuravam depois de uma infidelidade ou queda. E, "nunca se ouviu dizer que alguém que tenha recorrido à proteção dela tenha ficado desamparado", ...sem consolo.

Na Terra e no Céu...
Maria consola sempre seus filhos nascidos no batismo. Ela consola aqueles que continuam a luta nessa terra, que caminham rumo à Casa do Pai e ainda padecem das vicissitudes, limitações e aflições próprias ao homem concebido no pecado original. Nossa Senhora é, portanto, fonte de consolação para todos que vivem, que participam da Igreja Militante.

- Nossa Senhora poderia consolar também os membros da Igreja Gloriosa? A resposta seria: Sim. O que acontece, porém, é que os bem-aventurados não necessitam diretamente do consolo dela. No Céu o gozo é constante e o próprio Deus é o "consolo demasiadamente grande" para os santos.

Consolo para a Igreja Padecente
E para os membros da Igreja padecente a Virgem Santíssima seria também fonte de consolo?
Sem dúvida. Para eles também, Ela é Nossa Senhora da Consolação. Maria socorre as santas almas de seus devotos não só aqui nesse nosso "vale de lágrimas", mas também no purgatório, onde tem pleno poder, tanto para aliviá-los como também para livrá-los completamente.
Sobretudo isso acontece, como nos diz Santo Afonso Maria de Ligório, nas festividades de Nossa Senhora. Quando, então, a Virgem Santíssima vai até o purgatório e liberta grande número de almas. Eis o que conta o Santo em sua conhecida obra "Glórias de Maria Santíssima":
"Refere São Pedro Damião [Doutor da Igreja falecido em 1072] que certa mulher, chamada Marózia, apareceu depois de morta a uma sua comadre, e lhe disse que no dia da Assunção de Maria havia sido libertada do purgatório. Que, juntamente com ela, saíra um tão considerável número de almas, que excediam o da população de Roma".

Santo Agostinho e Nossa Senhora da Consolação, da Corrreia
A devoção a Nossa Senhora da Consolação -- ou Consoladora dos aflitos, como é designada na Ladainha Lauretana - foi difundida em todo o mundo principalmente pela Ordem dos Agostinianos. Isso aconteceu como uma forma de retribuição pela graça da conversão do grande Fundador dos agostinianos.

Santa Mônica, aflita e desolada por causa da vida desregrada e dos desvarios de seu filho Agostinho, recorreu à intercessão de Nossa Senhora da Consolação, e pouco depois teve a suprema alegria de vê-lo convertido em fervoroso católico. Agostinho tornou-se um dos maiores santos da Igreja, e escolheu como protetora da Ordem que fundou aquela que é a Consoladora dos Aflitos, a Senhora da Consolação e incumbiu seus filhos espirituais de divulgar essa devoção. A devoção a Nossa Senhora da Consolação foi aprovada pelo Papa Gregório XIII, em 1577.

Nossa Senhora das Correias
As imagens que representam esta devoção, geralmente, mostram a Virgem Maria com uma cinta entre as mãos, ou entregando uma correia a Santa Mônica e Santo Agostinho.

Em uma aparição a santa Mônica, Nossa Senhora apresentou-se com uma túnica de tecido rústico, de corte simples e cor escura. Uma roupa penitencial que ainda trazia na cintura uma cinta de couro que descia até próximo do chão.

Nossa Senhora colocou a correia em Santa Mônica recomendando-lhe: "Filha, receba esta correia sagrada que cingiu este corpo que deu a luz o Salvador", "Doravante cinge-te com ela e propaga esta devoção de minha santa correia, pois eu te prometo especial proteção a todos que a cingirem e a venerarem piedosamente".

Santa Mônica obedeceu a Nossa Senhora em tudo. Logo em seguida teve a graça de testemunhar a conversão de seu filho. Santo Agostinho foi um dos primeiros a colocar a cinta e se entregar à proteção de Nossa Senhora da Consolação, como o fez também com a comunidade religiosa que logo fundou e colocou a correia da Virgem como distintivo de sua Ordem.
É por isso mesmo que Nossa Senhora da Consolação é invocada também sob o título de Nossa Senhora da Correia.

É sempre bom recorrer a Maria
Nossa Senhora é mãe e sabe consolar como ninguém: seus "lábios são como o favo do qual destila mel". (Cant. 4, 11)
Quando evocamos o nome de Nossa Senhora dos Aflitos, colocamo-nos em sua inconfundível e admirável proteção de mãe. Mãe que quer a felicidade de seus filhos e intercede por suas aflições e seus anseios, sempre mostrando seu filho Jesus. Em nossas aflições, também nós podemos recorrer a Maria. Procurando a "Consoladora dos Aflitos", ouviremos no fundo de nossos corações palavras de sabedoria. Pois é certo que, com maternal doçura, os lábios de Maria destilam expressões de consolo.

É sempre bom procurar a consolação junto a Deus e junto a Maria, pois ela é a mãe dos aflitos. E Nosso Senhor Jesus Cristo nos lembra nos santos evangelhos: "Bem-aventurados são aqueles que choram porque serão consolados" (Mt. 5, 5).

Como exemplo de súplica que podemos elevar até o trono da Santíssima Virgem, aqui está uma oração que foi ditada pela Fé e esperança de uma alma aflita, uma alma necessitada de consolo e que demonstra humildade e confiança:

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria da Consolação, do poder ilimitado que em Vosso Imaculado Coração depositou Vosso Divino Filho, Jesus. Cheio de confiança na onipotência de Vossa intercessão, venho implorar o Vosso auxílio. Em Vossas mãos tendes a fonte de todas as graças que brotam do Coração amabilíssimo de Jesus Cristo. Abri essa fonte em meu favor; conceda-me a graça de que tanto necessito e ardentemente Vós peço. Não quero ser o único a ser rejeitado por Vós. Sois minha Mãe e sois também a soberana do Coração de Vosso divino Filho.

Atendei, benignamente, oh minha Senhora e minha Mãe, a minha súplica que agora Vos dirijo. Senhora, volvei sobre mim Vossos olhos misericordiosos e alcançai-me a graça... (citar o pedido) que agora fervorosamente vos imploro. Amém. (JSG)
Fontes:
- Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria Santíssima, Vozes, Petrópolis, 1964, 6ª ed.
- Padre Laurentino Gutiérrez, Manual da Arquiconfraria da Sagrada Correia, Editora Ave Maria, São Paulo, 1960.
- Nilza Botelho Megale, Cento e doze invocações da Virgem Maria no Brasil, Vozes, 1986, 2ª ed.
- www.nossasenhoradosaflitos.com.br
- www.igrejadaconsolacao.com.br
fonte:http://www.arautos.org/especial/29525/Nossa-Senhora-da-Consolacao.html
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NOSSA SENHORA DA CORREIA – CONSOLAÇÃO dos AFLITOS (21 de JANEIRO)

Esta devoção mariana vem dos tempos dos Santos Apóstolos. Após a morte e ressurreição de Jesus, eles tinham Maria por verdadeira Mãe e Mestra consumada na ação do Espírito Santo, o consolador prometido. Maria é a própria consoladora do espírito, a fortaleza que reconforta os sofredores, o porto seguro dos aflitos.

A antiga tradição narra que em suas aflições Santa Mônica sempre recorreu à Nossa Senhora. Primeiro com as desolações provocadas por seu marido. Depois com a vida desregrada do filho Agostinho, de temperamento difícil, que insistia em ficar longe da religião. Santa Mônica desejou seguir Maria inclusive na maneira de se vestir. Por isto, em suas orações pedia a Nossa Senhora que lhe mostrasse como era sua vestimenta, após a morte de São José e principalmente após a Ressurreição de Jesus.

Em uma aparição especial à santa Mônica, Maria se apresentou com a roupa solicitada: coberta por uma ampla túnica de tecido rústico, de corte simples e cor muito escura. Uma roupa despojada e penitencial, tendo apenas na cintura uma grosseira correia ou cinta de couro que descia quase até o chão. Em seguida, soltou esta cinta e colocou-a em Mônica, recomendando-lhe o uso diário. Também lhe pediu para transmitir a todos aqueles que fizessem seu uso, teriam sua particular proteção.

Santa Mônica teve a alegria de ver a conversão do filho, hoje um dos maiores santos da Igreja. Santo Agostinho foi um dos primeiros a colocar a cinta e se entregar à proteção de Nossa Senhora da Consolação, como o fez com a comunidade religiosa que logo fundou. Assim, a cinta se tornou o distintivo das ordens agostinianas, responsável pela difusão do culto de sua padroeira, em todo o mundo. A imagem desta devoção, geralmente, representa a Virgem Maria com uma cinta escura entre as mãos, ou a está entregando para Santa Mônica e Santo Agostinho. Por isto, em algumas localidades é invocada sob o título de Nossa Senhora da correia ou da cinta, mas a devoção é a mesma, festejada no dia 28 de agosto, nas ordens agostinianas.

A celebração deste dia se refere a uma milagrosa imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus que deu origem ao culto e à igreja de Santa Maria da Consolação, em Roma. Tudo começou em 1385, quando o fidalgo romano Jordanico de Alberino, ficou preso nos cárceres do alto do Monte Campidolio. Pouco antes de ser enforcado, colocou em testamento que dois florins de ouro deveriam ser usados com a pintura de uma imagem da Virgem Maria em um local público. O seu filho Tiago fez cumprir o que estava escrito, ordenando que a obra fosse executada sobre um muro do Clivo Jugario, embaixo do Monte Campidolio.

Diz a tradição que no dia 26 de junho de 1470 um condenado saiu vivo do enforcamento porque pediu a proteção da Santíssima Virgem, invocando aquela imagem. O entusiasmo do povo fez os Confrades de Santa Maria das Graças reunirem recursos para a construção de uma igrejinha para veneração daquela milagrosa imagem, então intitulada "Nossa Senhora da Consolação".

O trasladado ao pequeno santuário ocorreu em 03 de novembro de 1470. Mas junto à ele também foi fundado um hospital, no qual operaram muitos santos, como: Inácio de Loyola, Luiz Gonzaga, Camilo de Lellis, Felipe Néri, o Baronio e o Calasanzio. A igrejinha cedida depois ao hospital foi ampliada no final do século XVI e a milagrosa imagem foi coroada

Fonte: Site Página Oriente.
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ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria da Consolação, do poder ilimitado que vos deu vosso divino Filho, Jesus, sobre o seu Coração adorável.
Cheio de confiança na onipotência de vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio.
Tendes em vossas mãos a fonte de todas as graças que brotam do Coração amabilíssimo de Jesus Cristo; abri-a em meu favor; concedendo-me a graça que ardentemente vos peço.
Não quero ser o único por vós rejeitado; sois minha Mãe; sois a soberana do Coração de vosso divino Filho.
Atendei, pois, benignamente a minha súplica; volvei sobre mim vossos olhos misericordiosos e alcançai-me a graça... (pedido) que agora fervorosamente vos imploro.
Que Assim Seja.
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Consolar não é apenas enxugar o pranto de quem chora; é muito mais do que isso. É dar força, dar ânimo, e dar decisão. Nossa Senhora é a consoladora dos aflitos. O homem que fica aflito, facilmente se acabrunha exageradamente, perdendo a coragem e se entregando. Nossa Senhora o consola dizendo: “Meu filho, ânimo! Eu te concedo forças para lutar” 
Plinio Corrêa de Oliveira (Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2014, n. 146, pp. 52)

3) Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos em Luxemburgo
Como surgiu a devoção a nossa Senhora dos Aflitos em Luxemburgo, o título já existia.

Padroeira do pequenino Grão Ducado de Luxemburgo, cuja população tem sido, tradicionalmente, modelo de fidelidade a Maria Santíssima

· Valdis Grinsteins 

Quando lemos histórias de antigas devoções à Virgem, muitas vezes nos deparamos com a dificuldade de entender a importância dos acontecimentos que lhes deram origem, devido à grande mudança que se verificou em nosso estilo de vida em relação ao de nossos antepassados.

Assim, por exemplo, pode nos parecer exagerado o temor dos antigos em relação à seca. Isto porque esquecemos que naquelas remotas épocas não havia a moderna técnica agrícola, os processos de conservação e armazenamento de alimentos e as facilidades de transporte de nossos dias. Uma estiagem podia significar não só a fome, mas a morte e a ruína definitiva de uma região.

Lembremo-nos que as pessoas antigamente não emigravam com a facilidade psicológica com que o fazem hoje. As viagens eram difíceis e deixar uma família estável, uma tradição e um modo orgânico de viver, constituía uma dilaceração. Nos dias atuais de globalização crescente e com famílias lamentavelmente diminutas, perdem-se as tradições e vive-se quase do mesmo modo no Ceará como em Tóquio.

Para nós é também difícil entender o terror produzido por uma peste antigamente. Hoje, que vivemos no século da medicina – com raios laser, antibióticos, operações espetaculares, reimplantes de órgãos etc. –, uma peste que mate a metade, um terço ou mesmo uma percentagem significativa da população parece-nos algo absolutamente fora de cogitação.

Entretanto, para nossos antepassados a palavra peste era sinônimo de tragédia. Eram cidades inteiras que começavam a contar seus mortos dia após dia. O ambiente das localidades ficavam lúgubres, a epidemia avançava, os alimentos faltavam, as águas ficavam contaminadas etc. Apenas para ilustrar esse drama, basta dizer que durante a Peste Negra de 1348 a cidade de Paris perdeu metade de seus 100 mil habitantes. Diariamente morriam cerca de 800 pessoas.

Do sofrimento, nasce uma bela devoção 
O simpático Grão Ducado de Luxemburgo é um dos menores Estados da Europa, encravado entre a Alemanha, França e Países Baixos, situado pois na fronteira entre nações católicas e protestantes. E foi precisamente para defender a Fé e evitar o contágio do protestantismo que os padres Jesuítas fundaram um colégio na cidade de Luxemburgo, capital do Grão Ducado, em 1581.

Um desses padres, Jacques Brocquart, teve a feliz idéia de criar um oratório fora da cidade para uma imagem de Nossa Senhora, pois a devoção a Ela é a melhor defesa católica. Esse oratório, primeiramente apenas uma pequena capela, foi edificado a partir de 1625, num local chamado Glacis, e ficava anexo à igreja de São Miguel, sob custódia dos padres dominicanos e sede da Confraria do Rosário.

Mas em 1626 grassou no local uma terrível peste. As vítimas aumentavam dia a dia, e entre os doentes logo se contou o próprio Padre Brocquart. Este, percebendo que lhe restava pouco tempo de vida, fez uma promessa a Nossa Senhora: se Ela o curasse, ele se dirigiria descalço até a capela e Lhe ofereceria um círio de duas libras de peso. Logo após a promessa, o sacerdote jesuíta ficou milagrosamente curado. Dedicou-se ele então, com todo entusiasmo, a terminar a capela – o que foi realizado em agosto de 1627 –, e nela entronizou uma imagem de madeira da Santíssima Virgem com a invocação de Nossa Senhora da Consolação.

As pessoas começaram a acorrer a essa capela, apesar de encontrar-se afastada da cidade, pedindo a Nossa Senhora que as protegesse, bem como a suas famílias. E a partir daquele ano a devoção difundiu-se rapidamente.

A peste terminou e a capela foi solenemente consagrada em 1628, vendo-se num nicho a inscrição "Maria, Mãe de Jesus, Consoladora dos Aflitos", que perdura até hoje.

Fidelidade do povo de Luxemburgo é premiada 

Se tal peste e a proteção de Nossa Senhora tivessem ocorrido na atualidade, qual seria a reação de nossos contemporâneos? – Provavelmente, assistiríamos algo triste e desolador. As pessoas recorreriam à Mãe de Deus e agradeceriam as graças concedidas. Mas, passado o perigo, esqueceriam da bondade maternal da Senhora da Consolação que socorrera os aflitos, até que novo perigo os lembrasse da existência do santuário.

Essa é uma concepção utilitária que presentemente se tem de Nossa Senhora. Porventura Ela é nossa Mãe apenas quando temos problemas? Não nos ajuda e protege sempre? Se apelamos à Virgem só quando enfrentamos problemas e depois esquecemos dEla, seremos como o filho ingrato: agradece à mãe quando esta lhe dá comida, e logo desaparece da casa... até que a fome aperte de novo. Como qualificar tal filho?

Não foi esta porém a atitude do bom povo católico de Luxemburgo. Pelo contrário, a afluência de peregrinos não parou de crescer, mesmo terminada a peste. E Nossa Senhora premiou essa fidelidade mediante numerosos milagres.

Assim, entre 1639 e 1648 – uma década após a consagração da capela – operaram-se curas surpreendentes. A mais célebre foi a de Jeanne Godius, filha de um importante funcionário da época, Procurador-geral do Rei da Espanha, Felipe IV, que após ficar acamada durante 10 anos, levantou-se milagrosamente curada. Nessa ocasião, a imagem foi trasladada para a igreja dos jesuítas, onde recebeu durante oito dias a veneração dos fiéis. As autoridades eclesiásticas estudaram tais milagres e, após meticulosa investigação, concluíram pela veracidade deles. O fluxo de peregrinos aumentou ainda mais.

Em 1666, durante uma guerra com a França, as tropas do Rei Luiz XIV ameaçaram conquistar a cidade. As autoridades do pequeno Luxemburgo recorreram a Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, como em outras ocasiões de perigo, e logo foram atendidas. Devido a esse fato, a imagem foi declarada Padroeira da cidade e as festas em sua honra duraram oito dias, dando origem à oitava, que se repete anualmente.

Uma vez mais os habitantes permaneceram fiéis a Nossa Senhora e não A esqueceram. Em 1678 Ela foi eleita Padroeira de todo o Grão Ducado de Luxemburgo, sendo introduzidas cópias da imagem em quase todas as igrejas do país.

Santuário atual de Nossa Senhora Consolatrix Aflictorum: Catedral 

Passaram-se os anos. As guerras e suas seqüelas açoitaram também o Grão Ducado, mas não conseguiram extinguir a devoção popular ao Santuário com aquela invocação. Ele é hoje o mais venerado do país. Basta pensar que, num Estado com população de aproximadamente 420 mil habitantes, ele recebe mais de 100 mil peregrinos por ano.

A capelinha original foi destruída pela fúria anticatólica durante a Revolução Francesa. Foi então construída outra, noutro local, já dentro da cidade. Tal capela é apenas uma lembrança, porque a imagem foi levada para a igreja de Nossa Senhora a cargo dos Jesuítas, atual Santuário de Nossa SenhoraConsolatrix Aflictorum. Hoje esse templo é a catedral de Luxemburgo.

Praticamente todas as comemorações do país realizam-se nesse Santuário. Uma das mais importantes foi a celebração da volta de 13 mil prisioneiros após a Segunda Guerra Mundial. O povo manteve-se fiel a essa devoção a Nossa Senhora e Ela o protege até hoje.

Seja tal devoção um exemplo para nós. Invoquemos a Santíssima Virgem a todo momento, confiemos-Lhe todas as nossas dificuldades e rezemos sempre, especialmente nestes dias de confusão e pecado. Nossa Senhora nunca nos abandonará. Não sejamos filhos ingratos, mas imitemos a fidelidade dos devotos luxemburgueses, particularmente nos momentos de desgraça.
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Fontes de referência:
Domenico Marcucci, Santuari Mariani d'Europa, Ed. San Paolo, Torino, 1993.
Edésia Aducci, Maria e seus gloriosos títulos, Ed. Lar Católico, 1958.
Jean Ladame, Notre Dame de Toute L'Europe, Ed. Résiac, 1984.

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=3F09182A-CFC5-7EA0-182BDB4123207A69&mes=Maio2000
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Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. (II Coríntios 1,3)

 No Evangelho, lemos sobre Maria:
"O anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. "(São Lucas 1,35)

Maria foi e é plena do poder de Deus, Pai de toda consolação, ela é a Mãe da causa de nossa alegria e consolo, Jesus Cristo, e é a Esposa do Paráclito, o grande defensor e consolador (Lc 1,35). 

Maria é a Mãe da nossa consolação, que é Jesus.

Ele, que nos disse: 
"No mundo tereis aflições mas tendes coragem! Eu venci o mundo." Jo 16, 33

A Palavra de Deus diz que devemos confortar nossos irmãos:
Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição. (II Coríntios 1,4)

Assim, como nós devemos consolar nossos irmãos com a consolação que recebemos de Deus, Maria, Mãe da Igreja, com sua intercessão,  nos conforta e consola em Cristo, sempre nos lembrando seu mandamento materno:

 "Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei tudo o que ele vos disser!”"  Jo 2,5

E se ela nos consola com a consolação que recebeu de Deus(II Coríntios 1,4), imagine que poderosa não é essa consolação, já que ela foi predestinada desde o começo dos séculos (Gn 3,15), (Is 7,14),  para Mãe de Deus (Lc 1,43), (Jo 1,1) e plena de toda graça (Lc 1,28) que a livrou do pecado, pois uma pecadora não poderia gerar um Deus santo, como nos diz Jó:
"Como, pois, pode o homem ser justo diante de Deus, e como pode ser puro aquele que nasce da mulher? "(Jó 25,4)

Mas a consolação de que somos salvos e filhos de Deus, se vivemos em Cristo, não nos faz ser acomodados e nos mobiliza a praticar boas obras:
O próprio nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que, na sua graça, nos amou e nos deu uma consolação eternae uma feliz esperança, confortem vossos corações e vos confirme em tudo o que fazeis ou dizeis de bom.(II Tessalonicenses 2,16)

ou ainda:
O Deus da constância e da consolação, vos dê também perfeito entendimento, uns com os outros, como ensina o Cristo Jesus. (Romanos 15,5)

 Não importa se passamos por doenças , problemas, sofrimentos, depressão, pois quem ama  Cristo enfrenta tudo como São Paulo, sabendo que quanto maior for o sofrimento, tanto maior será a graça de Deus em nos confortar e nossa glória em Cristo, no céu:

Pois, à medida que os sofrimentos de Cristo crescem para nós, cresce também a nossa consolação por Cristo. (II Coríntios 1,5)

Maria , a grande Mãe , é o nosso sinal (Apo,121) de consolação, pois sua intercessão é sempre poderosa.

Se queremos recorrer à intercessão de alguém , nada melhor do que pedir a da Mãe de Nosso Senhor.

E assim como ela procurou consolar o casal das bodas de Caná (Jo 2,1-12) intercedendo por eles ao seu Filho com uma singela frase "Eles não têm mais vinho" (Jo 2,3),  ela também virá em nosso socorro se a invocarmos.

Sabia a Virgem Mãe do poder de seu Divino Filho e como conhecedora do coração dele, apenas disse aos serventes"Fazei o que ele vos disser" (Jo 2,5), pois acreditava plenamente que o amor de Jesus não negaria um pedido seu, movido pela necessidade do próximo.

Maria e Jesus querem ver um mundo de alegria, por isso, não querem que em nossa vida, nossa festa na terra, falte o vinho, o amor, a justiça, a saúde, etc, mas tudo tem seu tempo, uma lição diferente para cada um, uma vontade de Deus específica, uma missão individual.

Por isso, o milagre feito na vida de um é diferente na vida do outro.
Olhemos nosso coração e meditemos:
Qual milagre eu preciso?
Se eu rezo e rezo e ele não acontece, será que há algum plano divino aí? 
Uma lição que precise aprender?
Uma vontade divina que precise aceitar?
Meditemos e rezemos confiante pelo milagre que precisamos, mas acima de tudo nos lembremos que 

"milagres maiores Deus fez e faz em nossas vidas todos os dias, sejamos , pois, antes de tudo, agradecidos."

  Oração a Nossa Senhora da Consolação  
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria da Consolação,
 do poder ilimitado que vos deu vosso divino Filho, Jesus, 
sobre o seu Coração adorável. 
Cheio de confiança na onipotência de vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio. 
Tendes em vossas mãos a fonte de todas as graças 
que brotam do Coração amabilíssimo de Jesus Cristo;
 abrí-a em meu favor; 
concedendo-me a graça que ardentemente vos peço.
Não quero ser o único por vós rejeitado; 
sois minha Mãe;
 sois a soberana do Coração de vosso divino Filho.
 Atendei, pois, benignamente a minha súplica; 
volvei sobre mim vossos olhos misericordiosos 
e alcançai-me a graça... (pedido) 
que agora fervorosamente vos imploro.
Consoladora dos aflitos,
rogai por nós

fonte: http://rezairezairezai.blogspot.com.br/2012/05/maria-e-consoladora-dos-aflitos-jo-2-5.html
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4) Nossa Senhora dos Aflitos Brasil
Na situação de angústia, sofrimento e solidão, o ser humano necessita de ajuda.
  
Encontramos na Bíblia, inúmeras passagens onde pessoas, em situação de sofrimento, sentem em Deus amparo e refúgioNão tenhas medo, estarei contigo”. Não te deixarei. Sê forte. Não olhes para trás”.

O alento pela fé em Deus, transforma-se em esperança e ternura de pai e mãe. “Estive preocupado contigo, desde quando estavas no ventre de tua mãe. Amei-te com amor eterno”. Deus vem ao nosso encontro com palavras imensamente consoladoras: “Lázaro recebeu males. Agora, porém, ele encontra consolo aqui” (Lc 16,25). No sermão das bem-aventuranças, Jesus proclama: “Felizes os aflitos, porque serão consolados” (Mt 5,4).

Jesus nos revelou o Pai e nos deu por mãe a Sua Mãe (Jo 19,26s). As grandes virtudes de Maria são proclamadas na Ladainha de Nossa Senhora, com cinqüenta invocações, entre elas está a Consoladora dos Aflitos.

Nossa Senhora dos Aflitos Brasil
O Padre Narciso Zanatta, quando ainda seminarista, teve sérios problemas de saúde que o ameaçava de prosseguir em seus estudos para o sacerdócio. Orientado pelos superiores (Padres Jesuítas), apegou-se à oração e rezando a Ladainha de Nossa Senhora, a Ela recorreu com a invocação de Consoladora dos Aflitos. Em pouco tempo, recuperou plenamente a saúde. Em sinal de gratidão, assumiu o compromisso de que, em todos os lugares onde fosse trabalhar, iria propagar a devoção a Maria com o título de Consoladora dos Aflitos.

Em 11 de abril de 1947, já no final de seus estudos, o Bispo de Vacaria-RS, Dom Cândido Maria Bampi, escreveu-lhe uma carta “...Se às vezes as amarguras da vida e o peso da cruz espremem o sangue do coração, acharás ao seu lado uma Mãe carinhosa e poderosa, a Divina Consoladora, a quem nunca ninguém recorreu em vão... Caríssimo Narciso, seja merecedor do carinho da Virgem Santíssima pelo seu amor a essa querida Mãe. Continues, pois, corajosamente os seus estudos. Cuide de sua saúde. Cultive acima de tudo a vida espiritual, que é o requisito soberano para um seminarista, futuro ministro de Deus. O fruto de seu ministério sacerdotal dependerá mais de sua santidade do que de sua ciência, embora a ciência seja indispensável ao sacerdote...”

Nomeado para trabalhar na Paróquia de Santa Filomena de Ibiaçá, Diocese de Vacaria-RS, tomou posse no dia 10 de fevereiro de 1952. Tratou logo de introduzir a devoção a Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos.

No dia 25 de maio de 1952, realizou a primeira Romaria. Na oportunidade foi introduzida, apresentada e abençoada a imagem de Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos. Sendo que, neste dia, muitas pessoas alcançaram graças. Através dessas pessoas, recorrendo a Mãe Consoladora, difundiu-se rapidamente esta devoção em todo o sul do Brasil, Paraguai e Argentina.
fonte:cancaonova.com
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Maria, consoladora dos aflitos
Toda mãe tem um jeito especial para consolar seu filho. É comum vermos aquela cena do neném chorando no colo dos parentes e amigos. Só o colo da mãe é capaz de fazer a criança parar de chorar e até dormir com aquela sensação gostosa de segurança. Imagino que esta tenha sido a experiência do apóstolo João ao pé da cruz (cf. João 19, 25). Ele devia estar extremamente aflito. Seu melhor Amigo pendia naquela cruz. Pouco antes da morte ele escutara palavras de confiança e dor: “Filho, eis aí a tua mãe; mãe eis aí o teu filho”.

Normalmente imaginamos que com aquele gesto, Jesus pedira que João cuidasse de sua mãe. De fato, foi isso que aconteceu. João levou Maria para sua casa e cuidou dela até o final de sua vida. Mas podemos também inverter a história. Naquele momento, o jovem João precisava muito mais de cuidado do que a Santíssima Virgem Maria. Imagino que ela tenha dito palavras de encorajamento para ele e o tenha consolado em todas as suas aflições. E foi assim durante muitos anos. Logo em seguida, quando os apóstolos se dispersaram por medo de serem perseguidos, Maria o consolava.

Quando estavam no Cenáculo, antes de Pentecostes, Nossa Senhora estava lá. Certamente ela dizia palavras de consolo e fortaleza. O Pentecostes dela já começara em Nazaré. Ela já estava “cheia de graça”. Por isso o céu já vivia plenamente no seu coração. Quem vive assim, pode consolar os irmãos que vivem “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”.

Maria consola também cada um de nós em nossas aflições. Quando estamos diante das cruzes da vida, devemos procurar o colo da Mãe. Ali conseguiremos o sono tranquilo de crianças que sabem que estão seguras.

Mas qual seria o consolo da Virgem Maria? Seria uma palavra, um olhar de ternura, uma prece confiante, um conselho de paz, um afago, uma resposta de solução? Tudo isso ela faz, como tem feito nas diversas aparições aprovadas pela Igreja, como as de Lourdes e de Fátima. Mas o principal consolo é “mostrar-nos seu Filho, Jesus”! Certamente foi isso que ela disse a João:

– Filho, Ele voltará… Ele ressuscitará… a morte não pode vencer o amor!

Nomalmente nossas aflições têm alguma coisa a ver com a morte. Quem não tem medo de morrer?
Rezamos, na Ave-maria, que a Mãe Santíssima esteja nos consolando “agora e na hora de nossa morte”. As pequenas mortes de todos os dias costumam nos afligir. Você recebe uma notícia ruim e seu coração fica pálido de tristeza.

Procure o colo da Mãe de toda consolação. Ela apontará para a cruz e dirá:
– Ele não está ali.
Ela apontará para a sua cruz e dirá:
– Com meu Filho você vencerá este momento de aflição. Creia, ame, espere!

Maria aprendeu essa lição quando Jesus se perdeu no meio da multidão, aos doze anos. Foram encontrá-Lo em Jerusalém, no templo, conversando com os doutores da lei.

Ela disse:
– Teu pai e eu te procurávamos aflitos.
Nessa ocasião o Menino os consolou:
– Não sabíeis que devia estar na casa de meu Pai?

Esta é a forma de buscar o consolo. Maria entendeu. Temos que procurar Jesus na casa do Pai. Se você está muito aflito com alguma situação, procure uma igreja; fique um momento em silêncio; consagre seu coração a Virgem Maria. Ela o pegará no colo e o colocará junto de seu Filho, Jesus. Ali não temos mais razão para permanecer com medo ou aflitos. É exatamente isso que diz o Salmo 22: “A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias” (Salmo 22, 6).

Consoladora dos aflitos, rogai por nós!

http://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/maria-consoladora-dos-aflitos/
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ORAÇÃO A NOSSA SENHORA CONSOLADORA
Mãe Consoladora, ajuda-nos para que consigamos ter um mínimo de tranqüilidade em meio a tanta agitação. Que entendamos que a maior riqueza está nas coisas da alma e do coração. Que consigamos dar imensa importância à simples flor, aos pequenos gestos ou ao mais singelo sorriso do irmão que por nós passa.

Mãe Consoladora que sejamos fortes para ajudar os fracos. Semeia em nossa alma a paz, para que possamos transmiti-la a tantos que não atêm. Que da saudade façamos a canção em cuja letra conversemos contigo, para cantando, pedir-te, ainda que em espírito, o regresso de quem partiu.
Mãe Consoladora, que possamos sentir-te quando a queda nos fizer sofrer, para que após consigamos retomar o caminho. Que tua graça e tua benção envolvam e fortaleçam os que estão doentes.
Mãe consoladora faz com que poluamos menos nossos rios, destruamos menos nossas florestas, deixemos em paz nossos pássaros, respeitemos mais o ser humano, conversemos mais com nossos filhos, amemos mais nossa família. Que nossa vida seja marcada pela vontade do passo a mais, do amor maior, da humildade que constrói muito mais do que a arrogância. Que ao final de cada dia possamos fazer de todo e qualquer ato uma prece num encontro festivo, num misto de presente, passado e futuro de saudade e esperança.

Faz, Mãe Consoladora, que os pequeninos sejam em nós um exemplo. Que por onde passarmos possamos pagar pelo tanto que nos deste mostrando que a gratidão não tem limites.
Por tudo Mãe Consoladora, estamos agradecidos pois cada segundo de nossas vidas fazem parte da eternidade que nos honrastes viver.
Amém
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Nossa Senhora, Consoladora dos Aflitos
Nossa Senhora vivia uma vida de confiança e certeza com aceitação de tudo que viesse da Divina Providência. Sua vontade conduzia seus desejos num único rumo: "faça-se em mim segundo Vossa palavra". E assim era consolada e podia consolar.
Os três anos de vida pública de Nosso Senhor Jesus Cristo foram passados entre os discípulos e apóstolos. Era um convívio intenso, apenas superado pelo relacionamento havido entre Jesus e Sua Mãe Santíssima nos trinta anos em que, estando juntos, olhavam-se e queriam-se bem e, assim, viviam a mais elevada forma de relacionamento humano: amavam-se.

Um dia chegou a hora crucial da missão redentora de Nosso Senhor: chegou a Paixão. Num instante, Jesus passou pela morte de cruz e foi sepultado. Embora tenha chegado também a manhã da ressurreição, e Cristo Ressuscitado ter manifestado-se em várias oportunidades, aquele convívio inicial já não mais existia, era inatingível.

Os apóstolos puderam ainda acompanhar Nosso Senhor ressuscitado quando, quarenta dias depois da ressurreição, Ele subiu aos céus. Foi um favor inestimável, uma graça enorme, mas foi também a separação definitiva. Nosso Senhor voltou glorioso para a direita do Pai Eterno.
Aqueles homens ficaram sem Jesus e tinham uma missão a cumprir. Eles vacilavam. Ainda não estavam confirmados em graça, viviam de uma Fé fraca. Vendo Jesus afastar-se, eles poderiam deixar-se invadir por uma onda de desolação, incerteza, e medo. Poderiam muito bem julgarem-se desamparados, abandonados e... sem consolo.

Mãe de todo Consolo
Apesar do clima de desalento e abandono que rondava as almas deles, eles sabiam que Nossa Senhora era a mais fiel e santa das criaturas e que nela encontrariam consolo para seus espíritos. Sobretudo eles acreditavam que Maria -"cheia de graça"-- trazia em si a presença consumada, a ação constante do Espírito Santo Consolador. Eles sabiam que poderiam pedir a Ela o consolo na aflição e o auxílio que lhes faltava. Disso eles tinham certeza.

Foi nessa ocasião que, de dentro de sua fraqueza, inspirados pela graça divina que nunca falta, os apóstolos e discípulos realizaram um ato sublime de humildade, de reconhecimento, de exaltação: procuraram estar juntos de Nossa Senhora, sob a proteção dela!

Recorreram a Ela, pediram Seu auxílio e assim reconheciam que Ela era a única que mantinha a certeza, vivia a esperança da Fé e confiava. Como verdadeira Mãe dos discípulos de seu Divino Filho Jesus, Maria Santíssima foi a fonte do consolo de todos. Foi este consolo que trouxe aos apóstolos alento e os ajudou a cumprir a missão que a Providência lhes tinha dado.

Por isso, "bendito seja Deus Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de Misericórdia e Deus de toda consolação, o qual nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar os que estão em qualquer angústia..." (II Cor. 1, 3 - 5)

Foi Nossa Senhora o instrumento de Deus nessa ocasião.Foi Ela quem os consolou e os encorajou dando a eles alento e força para cumprir o mandado do Redentor Divino: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer será condenado". (Mc. 16, 15-16) Esse mandado de Nosso Senhor estendeu-se a todos aqueles que se tornaram cristãos pelo batismo. E estes cristãos, de dentro suas fragilidades, em muitas e muitas ocasiões, necessitaram de ajuda, de alento, de consolo em sua caminhada. E isto é assim até hoje.

O exemplo dos apóstolos, procurando Nossa Senhora nos momentos de aflição propagou-se rápido entre os primeiros cristãos e continuou a expandir entre os fiéis na medida em que a Igreja crescia pelo mundo afora.

O Exemplo dos Apóstolos
O exemplo dos Apóstolos foi uma das razões do porque Nossa Senhora passou a ser a intercessora certa a quem seus filhos recorriam. Ela, indiscriminadamente, tornou-se o porto seguro para os necessitados, os aflitos e desamparados. Para toda a Igreja Maria converteu-se na fonte do espírito de fortaleza que anima e reconforta os sofredores. Passou a ser a consoladora, a Senhora da Consolação até para aqueles que a procuravam depois de uma infidelidade ou queda. E,"nunca se ouviu dizer que alguém que tenha recorrido à proteção dela tenha ficado desamparado", ...sem consolo.

Na Terra e no Céu...Maria consola sempre seus filhos nascidos no batismo. Ela consola aqueles que continuam a luta nessa terra, que caminham rumo à Casa do Pai e ainda padecem das vicissitudes, limitações e aflições próprias ao homem concebido no pecado original. Nossa Senhora é, portanto, fonte de consolação para todos que vivem, que participam da Igreja Militante.

 Nossa Senhora poderia consolar também os membros da Igreja Gloriosa? A resposta seria: Sim. O que acontece, porém, é que os bem-aventurados não necessitam diretamente do consolo dela. No Céu o gozo é constante e o próprio Deus é o "consolo demasiadamente grande" para os santos.

Consolo para a Igreja Padecente
E para os membros da Igreja padecente a Virgem Santíssima seria também fonte de consolo?

Sem dúvida. Para eles também, Ela é Nossa Senhora da Consolação. Maria socorre as santas almas de seus devotos não só aqui nesse nosso "vale de lágrimas", mas também no purgatório, onde tem pleno poder, tanto para aliviá-los como também para livrá-los completamente.

Sobretudo isso acontece, como nos diz Santo Afonso Maria de Ligório, nas festividades de Nossa Senhora. Quando, então, a Virgem Santíssima vai até o purgatório e liberta grande número de almas. Eis o que conta o Santo em sua conhecida obra "Glórias de Maria Santíssima":

É sempre bom recorrer a Maria
Nossa Senhora é mãe e sabe consolar como ninguém: seus "lábios são como o favo do qual destila mel". (Cant. 4, 11)

Quando evocamos o nome de Nossa Senhora dos Aflitos, colocamo-nos em sua inconfundível e admirável proteção de mãe. Mãe que quer a felicidade de seus filhos e intercede por suas aflições e seus anseios, sempre mostrando seu filho Jesus. Em nossas aflições, também nós podemos recorrer a Maria. Procurando a "Consoladora dos Aflitos", ouviremos no fundo de nossos corações palavras de sabedoria. Pois é certo que, com maternal doçura, os lábios de Maria destilam expressões de consolo.

É sempre bom procurar a consolação junto a Deus e junto a Maria, pois ela é a mãe dos aflitos. E Nosso Senhor Jesus Cristo nos lembra nos santos evangelhos: "Bem-aventurados são aqueles que choram porque serão consolados" (Mt. 5, 5).

Como exemplo de súplica que podemos elevar até o trono da Santíssima Virgem, aqui está uma oração que foi ditada pela Fé e esperança de uma alma aflita, uma alma necessitada de consolo e que demonstra humildade e confiança:

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria da Consolação, do poder ilimitado que em Vosso Imaculado Coração depositou Vosso Divino Filho, Jesus. Cheio de confiança na onipotência de Vossa intercessão, venho implorar o Vosso auxílio. Em Vossas mãos tendes a fonte de todas as graças que brotam do Coração amabilíssimo de Jesus Cristo. Abri essa fonte em meu favor; conceda-me a graça de que tanto necessito e ardentemente Vós peço. Não quero ser o único a ser rejeitado por Vós. Sois minha Mãe e sois também a soberana do Coração de Vosso divino Filho.

Atendei, benignamente, oh minha Senhora e minha Mãe, a minha súplica que agora Vos dirijo. Senhora, volvei sobre mim Vossos olhos misericordiosos e alcançai-me a graça... (citar o pedido) que agora fervorosamente vos imploro. Amém. (JSG)

Fontes:
- Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria Santíssima, Vozes, Petrópolis, 1964, 6ª ed.
- Padre Laurentino Gutiérrez, Manual da Arquiconfraria da Sagrada Correia, Editora Ave Maria, São Paulo, 1960.
- Nilza Botelho Megale, Cento e doze invocações da Virgem Maria no Brasil, Vozes, 1986, 2ª ed.
- www.nossasenhoradosaflitos.com.br
- www.igrejadaconsolacao.com.br
fonte: http://adoremoscommaria.blogspot.com.br/2013/12/imaculada-concepcao-da-virgem-maria.html
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Oração a Nossa Senhora dos Aflitos
“Lembrai-vos, ó doce mãe, Nossa Senhora dos Aflitos, que nos foi dada por Jesus para nosso amparo e proteção! Cheios de confiança na vossa bondade nós imploramos o vosso auxílio. Socorrei a mim e aqueles pelos quais eu rezo... (coloque a sua intenção, faça seu pedido). Mãe querida, Senhora dos Aflitos, acolhei benigna essas nossas súplicas e dignai-vos atendê-las estendei sobre nós a vossa intercessão, voltai para nós vossos olhos misericordiosos. Ave Maria, cheia de graça...
Coração de Jesus crucificado, fonte de amor e de perdão, tende piedade de nós! Ó virgem, mãe dos aflitos, estendei vosso manto protetor sobre mim e minha família, ó virgem gloriosa e bendita. Amém.”

Oração a Nossa Senhora dos Aflitos
Ao evocar o nome de Nossa Senhora dos Aflitos, remete para a sua inconfundível intercessão em favor das preces a ela dirigida. Auxiliadora, protetora, cheia de ternura, Nossa Senhora nunca desampara quem a ela recorre de todo o coração. Esta devoção tem a sua origem em Pegarinhos, Portugal. Ela acompanhou os imigrantes portugueses, que saíram de seu querido país para buscar melhores condições de vida.

Oração a Nossa Senhora dos Aflitos
Lembrai-vos, ó Doce Mãe, Nossa Senhora dos aflitos,
Que nos foi dada por Jesus para Nosso amparo e proteção!
Cheios de confiança na vossa bondade
Nós imploramos o vosso auxílio.
Socorrei a mim e aqueles pelos quais eu rezo.
(coloque a sua intenção, faça seu pedido)
Mãe Querida, Senhora dos Aflitos,
Acolhei benigna essas nossas súplicas
E dignai-vos atende-las
Estendei sobre nós a vossa intercessão,
Voltai para nós vossos olhos misericordiosos.
Ave Maria, cheia de Graça …
Coração de Jesus Crucificado,
Fonte de Amor e de Perdão,
Tende piedade de nós!
Ó Virgem, Mãe dos Aflitos, estendei vosso manto protetor sobre mim e minha família,
Ó Virgem gloriosa e Bendita.
Amém!
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5) NOSSA SENHORA DOS AFLITOS em Portugal
  
Culto de Nossa Senhora dos Aflitos  em Portugal e sua origem.

        Em Portugal , precisamente em Pegarinhos a devoção a nossa Senhora dos Aflitos,  teve sua origem segundo a tradição, na devoção despertada numa imagem da Virgem, encontrada por caçadores no monte onde atualmente se encontra a Capelinha. 
O fato atraiu a atenção dos frades franciscanos que ali se fixaram, promovendo o culto à Senhora dos Aflitos, cuja primeira romaria data de 1835. 

Em 1838, construiu-se a referida Capelinha que ostenta as “Armas de S. Francisco”, na aldeia de O santuário de nossa Senhora dos Aflitos, conhecida também por Senhora Aparecida. 

As procissões organizadas em honra de Maria, intitulada, Senhora dos Aflitos, trazem consigo muitas pessoas que lhe prestam homenagem de uma forma calorosa. 

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