sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Nossa Senhora da Primavera

Padre Moacir Anastácio nos relata como surgiu a devoção a Nossa Senhora da Primavera.

“Nossa Senhora da Primavera” é um título novo e que ainda não existe na Igreja. Tudo começou no ano de 2010 quando eu estava acordando para celebrar, como de costume, a Missa de Cura na quinta-feira.
Eu tive uma forte sensação da presença de Nossa Senhora junto com os anjos dentro do meu quarto e acordei mais ou menos assustado com sua voz que me dizia:
‘Do dia 22 para o dia 23 de setembro eu entrarei para abençoar e libertar todas as casas que me receberem.’
Assim como tive outras revelações, entre elas: a Semana de Pentecostes, que reúne milhões de pessoas na cidade de Brasília há dezesseis anos; a revelação sobre as Velas de Pentecostes em que milhares de pessoas já testemunharam as graças alcançadas; a revelação sobre o local em que deveria ser construído o Centro de Evangelização, sede da nossa comunidade, e tantas outras inspirações. Naquele mesmo dia eu falei para as pessoas que estavam na Missa de Cura na Paróquia São Pedro sobre esta nova revelação que o Senhor havia me dado.
O tempo passou e devido à quantidade de trabalhos que nós temos na Comunidade Renascidos em Pentecostes eu acabei me esquecendo dessa revelação, mas as pessoas não esqueceram. E três anos depois, em uma reunião de conselho paroquial, um senhor muito simples me disse:

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Mediação da Virgem


Confiança na gloriosa mediação da Virgem
Creio que a única solução para quem se encontra em uma situação angustiante é lançar uma âncora. Só que ao invés de joga-la no mar deve lança-la nas nuvens, esperando que o Céu a segure. Ou seja, é preciso ter confiança.

E é tanto mais provável que o Céu atenda seu apelo, quanto mais terá sido sua confiança na hora de jogar a âncora.


Quanto mais a alma for própria a dar‑se, quanto mais for generosa em dedicar-se ao serviço de Deus e de Maria Santíssima, tanto mais ela acreditará, no momento da provação e da angústia, que Nossa Senhora fará por ela o inconcebível em matéria de socorro, de amparo, de solicitude.

Há determinadas circunstâncias nas quais percebemos claramente que uma ação nossa corresponde ao plano da Providência para conosco, mas, ao mesmo tempo, de acordo com as disposições humanas, tal realização é por inteiro improvável. A âncora foi jogada para o Céu.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Nossa Senhora da Caridade do Cobre

HISTÓRIA - Padroeira de Cuba
Em Cuba, certa manhã de 1607 ou 1608, dois irmãos indígenas, João e Rodrigo de Joyos, e o crioulo João Moreno, de mais ou menos uns 10 anos, foram enviados pelo administrador das estâncias de Varajagua às costas de Nipe, para de lá trazerem certa quantidade de sal. Chegando lá encontraram um mar agitadíssimo por causa de um forte vento que soprava e da chuva que caía. Perceberam então que era impossível executar a tarefa a qual foram encarregados. Refugiaram-se em uma choça e lá permaneceram durante três dias, até que a tempestade cessou e puderam embarcar em uma canoa para dirigir-se às salinas da costa.

Pelas 5 horas da manhã, perceberam um vulto, que flutuava na direção deles. Pensaram, em princípio, se tratar de uma ave aquática, mas, ao se aproximarem do vulto, notaram que era uma imagem de Nossa Senhora, que vinha sobre uma tábua, na qual se lia a seguinte inscrição: “Eu sou a Virgem da Caridade”. A imagem tinha o rosto redondo, de cor clara, e sustentava no braço esquerdo o menino, que levava em uma das mãos a esfera, símbolo do mundo, tendo a outra levantada em atitude de dar a bênção. Ela inspirava respeito e veneração.

Os meninos então recolheram a imagem, e perceberam que nem a orla do vestido de Nossa Senhora havia se molhado. Recolheram também, com muita pressa, a quantidade de sal que deveriam levar, e conduziram com muito cuidado a imagem para a estância de Varajagua.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Nossa Senhora Mãe da Divina Providência

“Nossa Senhora Mãe da Divina Providência: A Virgem Maria esta revestida de uma túnica purpúrea e de um manto azul; um véu transparente lhe cobre a cabeça, recaindo elegantemente sobre os ombros. Ela aperta amorosamente ao seio virginal a criança que segura nos braços, e dirige suavemente olhar para o rosto adorável do mais belo dentre os folhos dos homens. O menino não tem aureola, o que indica, na opinião de um cônego distinto, que Ele, além de ser o Filho de Deus, representa também os filhos dos homens. A mãozinha de Jesus, agrada a mão da Virgem, indica a confiança, o abandono, a fé inquebrantável com que o coração humano deve, na hora do perigo, recorrer àquela que é Refugio dos atribulados.

O quadro da Virgem Maria, obra-prima de Scipione Pulzone, a pintura , que tem 54cm de altura sobre 42cm de largura, foi colocada no oratório situado no primeiro andar do Convento de São Carlos. O quadro célebre foi  exposto à veneração pública em Roma em 1659 o Papa Alexandre VII.

A devoção a Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, começou a ser divulgada no Brasil, em agosto de 1903 com a chegada dos Padres Barnabitas” ( LECOURIEX,  Paulo Maria. A Providência de Maria)

domingo, 28 de agosto de 2016

Nossa Senhora da Lampadosa

NOSSA SENHORA DA LAMPADOSA

Entre as inúmeras ilhas do Mediterrâneo, a de Lampadusa, situada entre Malta e Tunísia, teve a honra de ter dado seu nome a uma invocação da Virgem Maria. Com seus vinte quilômetros quadrados de extensão, esta ilha, subordinada a província sociliana de Agrigento, após ter sido duramente bombardeada durante a última guerra, abriga atualmente uma colônia penal italiana.

Foi desse pedaço de terra perdido no mar Mediterrâneo que, segundo a tradição, escravos negros trouxeram a imagem de Nossa Senhora da Lampadusa (ou Lampadosa), venerada ainda hoje no Rio de Janeiro em pequenina igreja pertencente a uma organização religiosa de pretos e mulatos.

Inicialmente a irmandade se abrigava na igreja do Rosário; mais tarde recebeu doação de algumas braças de terra no campo da Polé e ali iniciou a construção de sua capela, que foi inaugurada em 1748. A princípio, como podemos ver numa estampa de Debret e de acordo com os cronistas da época, era Lampadosa um templo feio e acanhado. O padre Luís Gonçalves dos Santos, em suas memórias para servir ao reino do Brasil, descreve-a como “uma capela indecente e pobríssima, que em honra da religião se devia demolir e transferir-se a imagem de Nossa Senhora para a capela de Santa Ifigênia”, que também pertencia a uma confraria de pretos-minas.

Nossa Senhora Auxiliadora - 24 de maio

Conheça a história de devoção a Nossa Senhora Auxiliadora 
Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

sábado, 27 de agosto de 2016

Nossa Senhora da Confiança - 08 setembro

Confiança! Confiança! Eu venci o mundo! (Jo 16, 33).
NOSSA SENHORA DA CONFIANÇA
A invocação de Nossa Senhora da Confiança é essencialmente brasileira e teve origem na cidade de São Paulo, em 1959, sendo, portanto um dos mais recentes títulos de Maria Santíssima.

A irmã Alice Marie Senise, do Colégio Notre Dame, no Sumaré, passava constantemente de ônibus pelo cemitério protestante do Redentor e observou a existência de bonita imagem de Nossa Senhora sobre determinado túmulo. Integrada com o fato, ficava sempre se questionando qual a razão desta estátua maciça de pedra naquele local.

Em uma de suas passagens por ali, notou que a imagem não estava mais em seu pedestal. Preocupada, desceu do ônibus, para saber o que haviam feito dela. A porta do cemitério estava fechada, mesmo assim, através das frestas, pôde ver a estátua atirada no lixo. 

Irmã Alice Marie, com seu jeito carinhoso e aflito convenceu o zelador do cemit6ério a ceder-lhe a efígie a fim de levá-la para sua casa, conseguindo, um mês depois, no dia 20 de abril, que a imagem de Maria fosse transferida para o Colégio Notre Dame. A Irmã encontrou no educandário pela porta dos fundos pela porta dos fundos e foi diretamente ao tanque para lavar a bonita estátua, que estava toda suja, notando que, além de quebrada, faltava-lhe uma das mãos. Mandou então restaurá-la devidamente por um escultor especializado, que conseguiu recuperar sua beleza anterior.

Nossa Senhora da Boa-Fé


Devoção iniciada na era medieval e nascida na França e na Bélgica, tem como principal objetivo
lembrar da fé ininterrupta de Nossa Senhora Mãe de Deus.


A devoção se espalhou pela Europa chegando a Portugal em 1603 onde em Évora foi construída uma igreja em estilo Manuelino com apenas uma nave e paredes forradas de azulejos do século XVIII. Por possuir afrescos regionais e ter características únicas, esta igreja foi considerada Imóvel de Interesse Público pelo ministério da cultura de Portugal.
A Senhora é de madeira estofada tem um menino Jesus no braço direito que é feito da mesma madeira. O menino Jesus tem na mão esquerda uma romã e na direita um pedacinho da fruta que leva à boca. Esta milagrosa Senhora era em tempos chamada de Nossa Senhora das Nascenças e como sempre fez muitos milagres; todos tinham uma fé enorme nela e passaram a chamar-lhe Senhora da Boa-Fé.

Muitas pessoas na época iam até Évora para pedir milagres. Segundo uma lenda antiga, em uma ocasião, houve uma grande peste e todos vieram em peso, rezar uma missa e pedir à Senhora, pela saúde dos doentes. Então no meio da missa apareceu um anjo com uma espada ensanguentada nas mãos, limpando-a e metendo-a na bainha disse: “Vós sois bons, sois crentes, por isso Nossa Senhora os curou. Vão em paz e o Senhor vos acompanhe”. Nesse instante todos sentiram que era verdade, estavam bons e todos a uma só voz, gritavam: “Vós Senhora, sois a Senhora da Boa-Fé, pois só a fé nos curou”. E foi assim que lhe foi mudado o nome.

No largo, ao pé da igreja, existe ainda um zambujeiro onde sempre penduravam as oferendas que iam oferecer em louvor de Nossa Senhora da Boa-Fé, Essas ofertas eram de todo o tipo: ouro, incenso, roupas, animais, havia de tudo ali.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Nossa Senhora de Nazaré -15 setembro

Nossa Senhora de Nazaré
A devoção teve início com uma famosa aparição e milagre ocorridos em Portugal e espalhou-se pelas colônias portuguesas. No Brasil, a devoção a Nossa Senhora de Nazaré tem grande expressão em Belém (Pará) através do Círio de Nazaré, que se tornou uma das maiores procissões católicas do mundo, reunindo anualmente cerca de dois milhões de pessoas.

Origem da devoção em Portugal
Segundo a tradição, a sagrada imagem de Nossa Senhora da Nazaré foi esculpida por São José, sendo mais tarde pintada por São Lucas. No século sexto foi levada para a Espanha permanecendo no Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, até 711, ano em que após a batalha de Guadalete foi levada para Portugal, onde permaneceu escondida, quase ignorada numa gruta do litoral, até ao ano de 1182, quando o cavaleiro D. Fuas Roupinho, por sua interseção, foi salvo milagrosamente, conforme conta a Lenda da Nazaré. O título desta invocação veio a dar o nome à vila da Nazaré, onde a imagem é venerada no Santuário de Nossa Senhora da Nazaré. Esta devoção foi conhecida em todo o Império Português, sobretudo devido à ação evangelizadora dos Jesuítas que consagraram a Nossa Senhora da Nazaré a sua principal casa de noviciado, em Lisboa, a capital do Império.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Nossa Senhora da Penha


Como tudo começou:

Quando os portugueses entraram na Baía de Guanabara, ficaram impressionados com sua beleza natural. Até hoje a cidade do Rio de Janeiro é chamada de “Cidade Maravilhosa”.

A Penha não foge à regra. Os visitantes do Santuário ficam maravilhados com a paisagem que podem contemplar do lugar que Nossa Senhora escolheu para derramar suas bênçãos de Mãe sobre os moradores do Rio e todos aqueles que visitam o seu Santuário.

A devoção à Santíssima Virgem sob o título de Nossa Senhora da Penha de França começou no século XV na Europa. Conta o Pe. Colunga em seu livro “Nuestra Señora de Peña de Francia”, que o peregrino francês Simão Vela, em 19 de maio de 1434, descobriu em Penha de França monte situado na serra do mesmo nome, na província de Salamanca a imagem de Nossa Senhora, tão importante para a cristandade.

Há uma tradição popular que diz ter sido o peregrino Simão Vela, recolhido num convento franciscano na aldeia de Puy e que ouvia sempre, em seus êxtases, uma voz que lhe dizia: “Simão, vela e não durmas” o qual passou a ter o sobrenome com que se tornou conhecido: Simão Vela.
Simão partiu e depois de cinco anos, descobriu a imagem que fora deixada por soldados franceses ao se esconderem naquele monte quando combatiam contra os muçulmanos.

Nossa Senhora da Esperança - 15 agosto

História
Nossa Senhora da Esperança é mais um título dado a Nossa Senhora.
A devoção à santa é de longa data, antes mesmo da descoberta do Brasil; e bastante difundida, principalmente, entre os navegantes portugueses.

Por viverem as aventuras e perigos nas travessias de mares e oceanos, os navegadores invocavam a proteção da Virgem Maria, na esperança de voltarem sãos e salvos para casa. A fé era tão grande que eles carregavam a imagem por onde fossem.

No Brasil, a crença chegou junto com a imagem de Nossa Senhora da Esperança, trazida pelos colonizadores portugueses, no momento da descoberta, em abril de 1500.

Conta-se que, ao chegar a terras brasileiras, Frei Henrique de Coimbra, membro da expedição de Pedro Álvares Cabral, presidiu a primeira Celebração Eucarística, que contou com a presença da imagem da Sta. no altar improvisado.

Dois dias após a descoberta, Cabral construiu uma capela para acolher a Santa, onde ficou sob os cuidados dos frades franciscanos até o século XVIII, quando retornou a Portugal.
A estátua foi embora, mas a fé não.
Desde então, várias paróquias e capelas foram construídas e consagradas à Santa, aqui no Brasil.

Nossa Senhora La Salete

História da Aparição de Nossa Senhora da Salette

Um dia de outono
Em meados de setembro de 1846, um camponês de Ablandins, Pedro Selme, está com o pastor adoentado. Desce a Corps, até a casa de seu amigo, o carroceiro Giraud:-"Empresta-me teu Maximino por alguns dias… "-"Maximino pastor? Ele é irresponsável demais para tanto!…" Conversa vai, conversa vem…, a 14 de setembro o garoto Maximino vai a Ablandins. No dia 17 percebe a presença de Melânia na aldeia. No dia 18 vão pastorear seus rebanhos nos terrenos de Comuna, no monte Planeau. Conversam então, e decidem voltar a pastorear juntos no dia seguinte e no mesmo lugar.

Nas pastagens da montanha
No sábado, 19 de setembro de 1846, bem cedo, as duas crianças sobem as ladeiras do monte Planeau. O sol resplandecia sobre as pastagens… Ao meio dia, no fundo do vale, o sino da Igreja da aldeia toca a hora do Ângelus. Maximino e Melânia tornam a subir pelo vale até a "fonte dos homens". Junto à fonte, comem pão e um pedaço de queijo. Outros meninos pastores, que pastoreiam mais abaixo, juntam-se aos dois e passam a conversar. Depois que eles partiram, Maximino e Melânia atravessam o regato e descem alguns passos até os dois assentos de pedras empilhadas, junto à poça seca de uma fonte sem água: e a "pequena fonte"

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Nossa Senhora Imaculada Conceição - 08 dezembro

A Imaculada Conceição: “Piedosa crença” que se tornou dogma

Mons. João Clá Dias, EP
A Imaculada Conceição da Maria Virgem - singular privilégio concedido por Deus, desde toda a eternidade, Àquela que seria Mãe de seu Filho Unigênito - preside a todos os louvores que Lhe rendemos na recitação de seu Pequeno Ofício. Assim, parece-nos oportuno percorrer rapidamente a história dessa "piedosa crença" que atravessou os séculos, até encontrar, nas infalíveis palavras de Pio IX, sua solene definição dogmática.
Onze séculos de tranquila aceitação da "piedosa crença"
Séculos XII-XIII: Oposições
Os mais antigos Padres da Igreja, amiúde se expressam em termos que traduzem sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria. Assim, por exemplo, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Firmio, São Cirilo de Jerusalém, Santo Epifânio, Teódoro de Ancira, Sedulio e outros comparam Maria Santíssima com Eva antes do pecado. Santo Efrém, insigne devoto da Virgem, A exalta como tendo sido "sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada". Para Santo Hipólito Ela é um "tabernáculo isento de toda corrupção". Orígenes A aclama"imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente". Por Santo Ambrósio é Ela declarada "vaso celeste, incorrupta, virgem imune por graça de toda mancha de pecado". Santo Agostinho afirma, disputando contra Pelágio, que todos os justos conheceram o pecado, "menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor, não quero que entre nunca em questão quando se trate de pecados".

Nossa Senhora Desatadora dos Nós - 15 agosto

Conheça a verdadeira história da Mãe do belo amor!

É com muita alegria que me dirijo a você, hoje, para narrar-lhe a verdadeira história de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Trouxemos, Denis Bourgerie e eu (Suzel Frem Bourgerie), esta devoção ao Brasil em outubro de 1999 e, hoje, ao contemplá-la espalhada em todos os lugares e corações, lotando o Santuário onde tudo começou aqui em Campinas.

Só podemos agradecer sem cessar a Jesus e à Virgem do Belo Amor, porque só há uma resposta para que os olhos têm contemplado e o nosso coração experimentado: é a graça divina se manifestando nas vidas dos que Nela crêem e lançam seus problemas, como nós em suas Mãos de Misericórdia!

São milhares de pessoas que já passaram por este santuário, muitas delas vindas de longe, até mesmo de países vizinhos ao Brasil para orarem.

Este santuário, apesar de não se encontrar no centro da cidade, ficando situado discretamente em um bairro, passou a ser descoberto pelo Brasil e os fiéis o procuram sem medir esforços para ver a Mãe que desata os nós!

Quantas famílias reconciliadas! Quantos esposos voltando à Igreja! Quantos empregos concedidos! Quanta conversão! Fiéis que chegam de joelhos desde a rua até onde Ela se encontra no santuário, como sacrifício e reconhecimento pela graça concedida.

Por que chamamos a Virgem Maria de Nossa Senhora?

Por que chamamos a Virgem Maria de Nossa Senhora? 

A Virgem Maria sempre foi chamada de Nossa Senhora
O título de Senhor e Senhora, desde os primeiros séculos do Cristianismo, eram usados para os senhores de escravos, muito comum naquele tempo. Dentro desse contexto, a Virgem Maria disse ao anjo: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc 1, 38).
Mas “Jesus é o Senhor”, como disse São Paulo (Fl 2,11); é o Rei dos Reis; e Sua Mãe é Rainha por consequência. Por isso, a Igreja entendeu que deveria chama-lá de Senhora. Os súditos do Rei eram também servos da Rainha. Ora, se somos súditos de Jesus, o somos também de Maria. A Ladainha Lauretana chama a Virgem Maria de Rainha dos Anjos, Rainha dos Santos, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha da Virgens, Rainha dos Profetas. Ora, toda Rainha é Senhora em seu reino.

A Virgem Maria é aquela “cheia do Espírito Santo”, como a saudou sua prima Santa Isabel, que em alta voz disse: “Bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1,42). Ela é “a filha predileta de Deus”, diz o Concílio Vaticano II (LG n. 53), “aquela que, na Santa Igreja, ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós” (Lumen Gentium, n. 54).

São Bernardo, doutor da Igreja, o apaixonado cantor da Virgem Maria, no Sermão 47 diz: “Ave Maria, cheia de graça, porque é agradável a Deus, aos anjos e aos homens. Aos homens, por causa de sua fecundidade; aos anjos, por sua virgindade; a Deus por sua humildade. Ela mesma atesta que Deus olhou para ela porque viu sua humildade”.

Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos - 30 maio

Rainha dos Apóstolos – 30 de maio
Padre Tiago Alberione, fundador da “Família Paulina” (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.
Padre Alberione em sua ação missionária sentiu, de maneira especial, a presença da Mãe de Deus, e quis que seus discípulos e discípulas a venerassem sob o título de Rainha dos Apóstolos. Desejando uma imagem que representasse de uma forma especial e significativa, Maria oferecendo ao mundo seu Filho que tem nas mãos um papiro simbolizando o Evangelho, encomendou um grande painel da Virgem Santíssima ao artista romano João Batista Conti.
A pintura do quadro da Rainha dos Apóstolos, realizada pelo pintor João Batista Conti, em 1935, é considerada unanimemente como a reprodução oficial e fiel da idéia de Padre Alberione. Nele Maria aparece de pé diante do altar oferecendo Jesus ao mundo como a Verdade para contemplar enquanto Jesus traz na mão um pergaminho enrolado. O apóstolo Paulo está em primeiro plano com a espada na mão e um livro fechado. São Pedro, no centro do quadro, com a mão erguida aponta para a Rainha dos Apóstolos que está circundada pela luz do Espírito Santo. Os dois apóstolos são considerados as colunas da Igreja. Alguns apóstolos e santos estão em atitude de oração ou absortos em meditação.

Este quadro foi colocado na igreja de Alba, Itália, igreja matriz das congregações paulinas, edificada em agradecimento à proteção de Nossa Senhora aos seus filhos.
Existe outra representação de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, onde Maria aparece juntamente com os apóstolos, no dia de Pentecostes.
Como diz Alberione: “O Espírito Santo habitou de modo permanente em Maria, foi o seu mestre, o seu guia. Ela alcançou o conhecimento mais profundo da revelação de Deus contida nos livros do Antigo Testamento e viveu-a de forma plena. O ‘Magnificat’ mostra-nos quanto conhecia sua doutrina, quanto a vivia e a usava na oração e na meditação”.

Contudo, a invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos.
Muito tempo antes de Tiago Alberione, São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, já havia colocado a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo.

DORMIÇÃO DE NOSSA SENHORA

DORMIÇÃO DE NOSSA SENHORA
Pórtico da Igreja das Cruzadas do Túmulo de Maria, parte integral do Getsémane, no lugar onde, segundo a tradição, Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma. Na sequência da festa da Assunção de Nossa Senhora, podemos reflectir sobre aquilo a que se chamou a Dormição.

Emprega-se este termo Dormição como um neologismo que os dicionários ainda não registam em referência ao que se chamaria a Morte de Nossa Senhora.


Como a morte é a consequência do primeiro pecado, pecado original, e Nossa Senhora foi concebida sem pecado original, não estava sujeita à morte e então, para falar da morte de Nossa Senhora, emprega-se esta expressão de Dormição de Nossa Senhora. Algumas reflexões sobre a Dormição de Nossa Senhora, a propósito da conclusão da vida terrena de Maria.

1. O Concílio Vaticano II retomou os termos da Bula de definição do dogma da Assunção e afirma :
- A Virgem Imaculada, que fora preservada de toda a mancha da culpa original, terminando o curso da sua vida terrena, foi elevada à glória celeste em corpo e alma. (LG 59).

Nossa Senhora dos Aflitos, Consoladoras dos Aflitos, Consolata ou Consolação e da Correia

Há muitas invocações ligadas ao título de Consoladora dos Aflitos.
Além de haver uma ampla iconografia relacionada a esse título.Tudo depende de em que lugar e como foi implantada tal denominação. 


Aqui, colocarei algumas histórias, no entanto, há muitas outras relacionadas ao título de Consoladora dos Aflitos.
Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos também conhecida como Nossa Senhora da Consolação, Consolata em italiano, Nossa Senhora da Correia e Nossa Senhora dos Aflitos.
1)NOSSA SENHORA CONSOLATA – TURIM- ITÁLIA - 21 junho
Cada vez mais se confirma que a Virgem Maria é a mãe de todos os povos, são unânimes em proclamar o grandioso auxílio da Virgem Maria, que por isso é invocada pelos cristãos com o título de Consoladora dos Aflitos.

A devoção para com Nossa Senhora Consolata ou Consoladora dos Aflitos surgiu em Turim, Itália, na metade do século V, por iniciativa do bispo São Máximo.