segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Os últimos anos e a Morte Gloriosa de Maria Santíssima.

Os últimos anos e a Morte Gloriosa de Maria Santíssima.
Antes de passarmos a descrever a propagação do reino de Deus entre os gentios, pelos Apóstolos, juntamos aqui a narração da piedosa Emmerich sobre a maravilhosa e gloriosa morte da Mãe de Jesus. Assim seguimos também a cronologia, pois a Santíssima Virgem morreu antes dos Apóstolos e estes estiveram presentes por ocasião da sua morte.

Maria em Éfeso
Depois da ascensão do Filho querido, viveu Maria, segundo a narração de Catharina Emmerich, três anos em Jerusalém e depois outros três anos em Betânia, em casa de Lázaro. São João, que sempre a acompanhava, levou-a para Éfeso, afim de a salvar da perseguição e ali viveu ainda nove anos.

“Maria não morava propriamente em Éfeso, mas numa região onde já se tinham refugiado algumas das santas mulheres, suas amigas. A habitação de Maria achava-se numa colina, a esquerda do caminho de Jerusalém a Éfeso, cerca de três horas e meia de viagem, antes de chegar a Éfeso; a colina tinha uma subida suave, para o lado da cidade. Era uma região deserta, com muitas colinas férteis e belas, com grutas limpas, entre pequenas planícies arenosas; era deserta, mas não inabitável; havia muitas árvores isoladas, de troncos lisos e copas sombrias, em forma de pirâmide.

Quando João trouxe a Santíssima Virgem para uma casa que lá mandara construir, já ali moravam várias famílias cristãs e algumas das santas mulheres, seja em grutas dos montes ou em subterrâneos, tornados habitáveis com alguma construção de madeira, seja em frágeis tendas; só a casa de Maria era de pedra.

A Santíssima Virgem morava ali com uma jovem empregada. Viviam recolhidas em paz e sossego.

João não morava na mesma casa; passava a maior parte do tempo em Éfeso ou arredores; fez também várias viagens a Palestina. Dava-lhe sempre a Santa Comunhão, rezava com ela a Via Sacra, dava-lhe a bênção e recebia-lhe também a bênção materna.

No último tempo de estadia ali, vi Maria tornar-se cada vez mais recolhida no amor de Deus; quase não tomava mais alimento. Era como se só exteriormente estivesse na terra e com o espírito no outro mundo. Parecia não notar o que lhe acontecia em redor. Vi-a, nas últimas semanas antes da morte, já muito idosa e fraca e a criada a guiá-la às vezes pela casa.

Uma vez vi João entrar lá. Tirou o cinto e vestiu outro, que tirou sob o manto e que era ornado de letras. No braço pôs uma espécie de manípulo e no peito uma estola. A Santíssima Virgem veio saindo do quarto de dormir, revestida toda de uma veste branca, apoiando-se sobre o braço da criada. Tinha o rosto branco como a neve e como que transparente. A saudade parecia trazê-la como que suspensa entre o céu e a terra. Desde a ascensão de Jesus, todo o seu ser tinha a expressão de uma saudade infinita e sempre crescente, que parecia consumi-la. Dirigiu-se, com João, ao lugar de oração. Puxou uma fita ou correia; então se virou o tabernáculo na parede e a cruz que lá estava, apareceu.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Pietà




Pietá, Baciccio, Apoteose da Ordem de São Francisco, G.N.Arte Antica, Roma, 1667

Giovanni Bellini, Pietá, 1505

Pietá, 1505, óleo sobre madeira, 65 x 90 cm, Gallerie dell'Accademia, Veneza

reinterpretação para a obra Pietá.

PAUL VAN DONGEN, DESTAQUE EM MUSEU NA HOLANDA
Gustave Mureau - 1854
2. • Robert Hupka obteve autorização para fotografar a Pietà, durante toda uma noite... Fez centenas de fotografias de todos os ângulos, de todas as maneiras possíveis, subiu a andaimes... 
3. A exposição das fotos teve lugar na Capela do Bispo,em ambiente íntimo, na semi penumbra, com músicade cânticos gregorianos em fundo. Num silêncioabsoluto. As fotografias, todas a preto e branco, oenvolvimento numa semi obscuridade, convidavam auma oração profunda... 
4. Quando interrogaram Robert Hupka sobre a contemplação da Pietà, ele respondeu: Encontrei-me, pela primeira vez na minha vida, com a verdadeira grandeza.» 
5. Miguel Ângelo (com apenas 23 anos de idade) ficou tão apaixonado por esta sua primeira grande obra de escultura, que deixou gravado o seu próprio nome na faixa que atravessa o seio da Virgem Maria, o que não acontece em nenhuma outra obra sua. Alguém definiu maravilhosa obra como «A pedra que é uma ternura.» 
6. Ao perguntarem a Miguel Ângelo porque é que tinha esculpido o rosto da Mãe tão jovem como o do Filho respondeu: «As pessoas apaixonadas por Deus nunca envelhecem!»